CIBERESFERA
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| blogger: Ines Amaral

PGGD em Coimbra

 

 

Os Girl Geek Dinners estão a chegar a Coimbra! 

É o primeiro encontro informal para apresentar o conceito dos PGGD e conhecer as Geek Girls de Coimbra!

Dia 24 de Maio às 18h30 no Pátio do Greenside (Rua das Parreiras).

 

[Evento no Facebook]


#twimbra

«Coimbra recebe no próximo sábado, 14, o novo encontro de twitters da cidade. A timeline passa para o offline e são já cerca de duas dezenas de inscritos confirmados no #twimbra.» Mais informações em http://twimbra.net/


A Primavera Árabe e a Revolução Semântica

Comunicação apresentada nos XXXIII Colóquios de Relações Internacionais da Universidade do Minho, a 20 de Março de 2012. Sessão “Internet e Redes Sociais: as novas armas do povo”.


Redes Sociais na Internet: Sociabilidades Emergentes

 

Defendi ontem, na Universidade do Minho, o meu doutoramento. Publico agora o resumo da minha tese.

Redes Sociais na Internet: Sociabilidades Emergentes

Resumo

Na presente investigação procurámos compreender se da apropriação de ferramentas de interacção mediada por computador, através de técnicas de indexação semântica, emergem novas modalidades de sociabilidade e se efectivam novas práticas e relações sociais que representam um termómetro desterritorializado da sociedade. Defendemos a tese de que o conteúdo é o novo laço relacional das redes sociais assimétricas, transformando estas estruturas em mapas de mediações e interacções sociais delineadas pela utilização da técnica.

O quadro teórico da nossa investigação remete para o novo cenário digital, que originou uma mudança para um paradigma orientado à sociabilização. O enquadramento teórico-metodológico foi exposto na primeira parte da dissertação e consistiu num intenso mapeamento de conceitos sequenciais e interligados. Reflectimos sobre o contexto da mudança de paradigma social e comunicativo. Problematizámos a ideia de desterritorialização da sociedade e apresentámos uma redefinição dos conceitos de espaço, lugar, rede e comunidade. Enfatizámos a necessidade de adaptação das noções de esfera pública, território e presença ao cenário digital. Apresentámos o conceito de “Sociedade 2.0” enquanto processo que se materializa através da inteligência colectiva gerada pela interacção digital. Abordámos a metodologia da Análise de Redes Sociais, as suas principais teorias e modelos. Operacionalizámos a distinção entre redes sociais e comunidades virtuais, interligando-a com uma exposição sobre as plataformas técnicas que as suportam no ciberespaço. Contextualizámos o argumento do conteúdo como laço relacional de redes e comunidades que se formam através de padrões de interacção que decorrem da apropriação de técnicas de indexação semântica.

Na pesquisa empírica analisámos de que forma as hashtag networks, que se concretizam nos media sociais, representam estruturas que permitem estudar interacções, em torno da apropriação do conteúdo e de conversação, enquanto redes de utilizadores que potenciam modalidades de sociabilidade distintas das tradicionais. Desenvolvemos um estudo de caso dividido em três momentos: contextualização do objecto empírico, instrução do olhar sobre as propriedades dos dados e análise de redes sociais desenhadas a partir de interacções num conjunto de mensagens, publicadas no Twitter, com indexação semântica.

Os resultados globais da investigação permitem afirmar que emergem novas modalidades de sociabilidade que decorrem de práticas potenciadas pelas ferramentas técnicas e são distintas das tradicionais, concretizando-se em interacções e relações sociais baseadas no conteúdo e mobilizando diversas formas de capital social. Identificámos um padrão de «individualismo em rede» (Wellman e Gulia, 1999; Castells, 2003; Recuero, 2009) que traduz potencial de acção colectiva e viralidade, velocidade de transmissão da informação e integração de audiências de audiências com redes múltiplas. Este modelo de participação evidencia ainda fraca cooperação e reciprocidade, estruturas sociais fragmentadas em pequenos grupos coesos e sedimentadas com a prevalência de laços fracos, actores centrais e redes pouco democráticas. Os novos laços sociais que interligam redes a redes no ciberespaço centram-se no conteúdo e na conversação, transformando as tradicionais audiências e os consumidores em prosumers e abrindo possibilidades a novos gatekeepers, mas não materializam o fim da centralidade dos media profissionais. A conclusão global desta investigação é a de que nas redes sociais assimétricas, criadas através da indexação do conteúdo, emergem sociabilidades distintas das tradicionais que permitem a construção de uma realidade social própria e se traduzem num termómetro desterritorializado das sociedades info-incluídas.


Apresentação “Idosos de todo o mundo, uni-vos pela rede!

 


“Idosos de todo o mundo, uni-vos pela rede!”

Na próxima sexta-feira estarei na Faculdade de Motricidade Humana (Universidade Técnica de Lisboa), no SEMIME 2012, para apresentar a comunicação “Idosos de todo o mundo, uni-vos pela rede!”, em co-autoria com a Doutora Fernanda Daniel (ISMT e CEPESE). Posteriormente colocarei aqui os slides da nossa comunicação, inspirada num slogan de Manuel Castells proferido na  #acampadabcn em 27 de Maio, em Barcelona, sob o tema “Comunicação, poder e democracia”.

 

 


A lupa do Twitter ou o mundo em 140 caracteres
Apresentação realizada no VII SOPCOM, em Dezembro na Universidade do Porto

“A Concentração dos Media e a Liberdade de Imprensa”

No passado dia 26 de Novembro, decorreu em Coimbra o lançamento do livro “Concentração dos Media e Liberdade de Imprensa”, de Silvino Lopes Évora – poeta, jornalista, investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da UMinho, Professor na Universidade de Cabo Verde e na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde. A apresentação da obra, editada pelas Edições Minerva Coimbra, esteve a meu cargo. A este propósito, deixo algumas notas sobre um livro que recomendo vivamente e que, dado o actual momento em Portugal, não poderia ser mais actual. Porquanto o contexto mediático português está cada vez mais marcado pela questão da concentração da propriedade dos media.

O livro  “Concentração dos Media e Liberdade de Imprensa” é uma obra muito rica e, em simultâneo, “inquientante” – nas palavras da Professora Doutora Helena Sousa no prefácio. Porque se debruça sobre a percepção que os jornalistas portugueses têm da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa face à concentração dos media em grandes grupos. O texto procura compreender e retratar o que é a liberdade para o jornalista e de que forma a sua identidade profissional está ou não condicionada pela concentração da propriedade dos meios de Comunicação Social.

Silvino Lopes Évora trouxe o conhecimento da Academia para a análise do mercado de trabalho, procurando tomar o pulso à percepção que os jornalistas portugueses fazem do exercício da liberdade imprensa, assumindo-a como condição essencial para a prática profissional do jornalismo. O autor quis, então, compreender se a concentração da propriedade dos órgãos de Comunicação Social limita a actuação dos jornalistas.

O autor destaca, antes de mais e bem, o facto da liberdade de imprensa e a liberdade de expressão permitirem a formação do debate público, que é condição essencial para a formação das consciências individuais e colectivas. O principal objectivo desta obra, largamente atingido, é perceber como se exerce o direito à liberdade de imprensa num contexto em que a maioria dos meios de Comunicação Social funciona segundo as lógicas do mercado, integrando grupos de considerável dimensão. Neste sentido, primeiramente Silvino Évora faz uma incursão por dois corpos de literatura. Num primeiro momento, aborda a economia política da comunicação para compreender as lógicas que fundamentam a integração dos grupos e as dinâmicas da concentração mediática. O segundo corpo da literatura estudado foi a Escola de Frankfurt, olhando os seus argumentos sobre as indústrias culturais para procurar ter uma postura mais crítica em relação à natureza das próprias notícias.

Na segunda parte do livro, o autor apresenta um interessante e abrangente estudo empírico que visa compreender a percepção dos jornalistas portugueses relativamente ao exercício da liberdade de imprensa. Procura perceber que áreas de cobertura jornalística são mais sensíveis à problemática da concentração dos media, qual a percepção que os jornalistas têm acerca dos actuais níveis de concentração de empresas de Comunicação Social em Portugal e até que ponto a precariedade de emprego influencia a qualidade da informação que chega ao público. Silvino Lopes Évora aborda ainda a questão dos jovens jornalistas, tentando perceber de que forma os que agora ingressam a profissão encaram a situação.

O estudo empírico começa por uma interessante análise da concentração da propriedade dos media, partindo dos cenários e tendências globais para, posteriormente, se centrar nos actores portugueses e retratar, em particular, quatro grupos: Imprensa, Media Capital, Cofina e ControlInveste. A investigação está dividida numa perspectiva de territórios: – o território da liberdade de imprensa e a percepção dos jornalistas; – o território da concentração dos media em Portugal e a percepção dos jornalistas; – o território das notícias, isto é, a prática das notícias e a percepção dos jornalistas.

Os resultados deste trabalho empírico, que resulta da implementação de inquéritos a 100 jornalistas profissionais e seis entrevistas de profundidade, revelam interessantes conclusões. Alguns resultados merecem particular destaque:

– a maioria dos jornalistas considera que a liberdade de imprensa é insuficiente para a prática de um jornalismo completamente livre e isento;

– grande parte dos jornalistas argumenta que a concentração dos media “domestica” quase todos os profissionais e que a auto-censura é o caminho de defesa adoptado por muitos profissionais;

– a maioria admite que a concentração da propriedade dos media obriga muitos jornalistas a abandonar determinados assuntos para evitar problemas com a administração da empresa;

sobre a auto-censura: a maior parte considera ser mais frequente, mas 27% da amostra trabalhada sublinha a censura das administrações das empresas como sendo frequente e 17% destaca também a censura externa à empresa;

– a precariedade de emprego é uma preocupação transversal a toda a amostra e é apontada como o principal factor de “domesticação” dos jornalistas;

– a maior parte dos jornalistas inquiridos considera que a concentração é excessiva e que os actuais níveis são prejudiciais ao pluralismo da informação, defendendo que favorece mais as finanças das empresas do que a necessidade pública de informação. Ainda assim, o lugar do jornalista na empresa é interpretado pelos próprios como factor de sucesso ou insucesso desta;

– muitos dos jornalistas que sustentam que a concentração é excessiva, argumentam também que ela é necessária mas que limita a cobertura jornalística – em particular nas áreas da Política e da Economia;

– poucos jornalistas revelam sentir-se pressionados mas admitem que existe pressão nas empresas.

Esta obra levanta o véu sobre outro fenómeno que domina a classe jornalística portuguesa e que está directamente relacionada com mecanismos de defesa que advêm do medo, da precariedade de emprego e da própria concentração da propriedade dos meios de Comunicação Social. Neste sentido, o estudo de Silvino Évora mostra que, em cenários abstractos, os jornalistas portugueses admitem que a concentração dos media é um factor prejudicial para o exercício do direito à liberdade de expressão. No entanto, quando se referem à sua experiência, a maior parte considera que é livre mas os outros jornalistas não são. Como destaca e bem o autor, estes mecanismos de defesa procuram igualmente passar valores de autonomia, isenção e independência.

Silvino Évora destaca, e bem, a dificuldade de estudar a concentração dos media. Efectivamente, as razões da complexidade deste campo de investigação passam pela postura defensiva dos jornalistas e das empresas para as quais estes trabalham. O autor conclui que os profissionais do jornalismo em Portugal têm plena consciência dos constrangimentos que a concentração da propriedade dos media imprime à profissão. Neste sentido, considera que a liberdade de informação é insuficiente para a prática de um jornalismo que responda à verdadeira necessidade pública de informação.

O estudo de Silvino Évora é dinâmico e muito esclarecedor da situação dos jornalistas portugueses, indiciando práticas de auto-censura e limites à liberdade de imprensa. A precariedade de emprego é apontada como o principal factor que contribui para a degradação do direito à liberdade de imprensa e, neste sentido, para a própria deterioração do próprio espaço público. A principal conclusão desta obra é a de que a concentração da propriedade dos media limita o exercício do direito à liberdade de imprensa. É nesta perspectiva que o autor sublinha a necessidade de repensar o mercado profissional e, sobretudo, “apertar” a vigilância às condições em que os jornalistas mais novos trabalham. Silvino Évora sublinha que “no contexto mediático português, a luta pela liberdade de imprensa passa por compreender a economia dos media e os processos subjacentes ao próprio negócio da Comunicação Social”. O autor deixa a indicação de que se, por um lado, é importante a autonomia dos media; por outro, é urgente evitar que o sector dos media se transforme num campo estritamente económico onde as empresas batalham única e exclusivamente pelo lucro.

 

Declaração de interesses: Silvino Lopes Évora é meu colega no CECS, foi meu companheiro nas aulas do Mestrado e é, sobretudo, meu amigo.


II Encontro de Jovens Investigadores em Ciências da Comunicação

O II Encontro de Jovens Investigadores em Ciências da Comunicação vai decorrer no Porto, a 14 de Dezembro, na Universidade Fernando Pessoa, e vai ter por tema “Somar Conhecimento, Subtrair Dúvidas, Multiplicar Saber e Dividir Experiências”.

 


links for 2011-07-30

links for 2011-07-07

links for 2011-06-18

Social Media Revolution


Agenda: Sunbelt XXXII

Sunbelt XXXII: The Annual Meeting of the International Network for Social
Network Analysis

Redondo Beach, California, March 12-18, 2012

Keynote Speaker: David Krackhardt, PhD

[More information can be found at http://www.insna.org]


Las historias más interesantes están fuera de Google

Las historias más interesantes están fuera de Google from Ander Izagirre on Vimeo.

Este vídeo já tem um ano. Mas vale a pena ver.




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