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O debate nos media digitais

Os media profissionais optaram por utilizar as redes sociais e os seus sites para acompanhar quase em tempo real o debate.

  • Público

O jornal Público criou uma página para relatar “ao minuto” o debate publicando opiniões de convidados, intercalados com tweets. Um formato diferente e interessante. Até às 12h, a interacção com este conteúdo tinha gerado 6 comentários e 92 partilhas. No Facebook publicou apenas um post a remeter para o link do relato quase em tempo real, com a hashtag #legislativas2015 e a gerar pouca interacção. No Twitter surgiram dois posts a linkar para o resumo ao minuto e com as hashtags  e .

  • Expresso

O Expresso publicou vários artigos no site sobre o debate. Fact checking, relatos das intervenções dos candidatos e um especial de análise ao minuto – análise da redacção e comentários dos leitores. Um formato também diferente e interessante. Aqui as hashtags também ficaram de fora e a redacção foi remetendo para links do próprio site. No Facebook foi mais escassa a intervenção do Expresso, havendo publicações contínuas sobre diversos assuntos. Como habitualmente (a página utiliza com grande regularidade, para indexar conteúdos), foram utilizadas as hashtags #ExpressoPolitica #Legislativas2015. No Twitter a actividade foi mais intensa, com recurso a feeds para publicação de artigos do site, com retweets das contas de jornalistas do jornal (essencialmente Martim Silva) e promovendo o comentário dos utilizadores no live blog. Ao longo da manhã, o Twitter do Expresso manteve também a publicação de outras notícias que marcam a actualidade. O Expresso está também a publicar opiniões de comentadores, e a replica-las nas redes.

  • Diário de Notícias

O jornal seguiu o formato do “resumo ao minuto“, fazendo destaque (manchete principal) na página mas não publicou outras peças sobre o debate. No Facebook, com uma interacção reduzida por parte dos utilizadores, foi publicando posts de “Siga ao Minuto”, remetendo para o link do site. No final do debate, republicou o link já com a análise final. No Twitter manteve a estratégia dos feeds que remetem para links do site, sendo que o streaming da conta mistura conteúdos sobre o debate entre muitos outros. A indexação de conteúdo não fez parte da estratégia.

  • SIC Notícias

O canal optou por uma estratégia de convergência cruzada com o Expresso, utilizando a página do Facebook para remeter para um artigo do site do jornal. Na sua página oficial na rede social, publicou apenas uma peça no seu site com um pequeno resumo audiovisual do debate. As interacções não são expressivas.  No site até às 12h30, só estava publicada essa mesma peça. No Twitter manteve a estratégia dos feeds que remetem para links do site, sendo que o streaming da conta mistura o único conteúdo sobre o debate com muitos outros. Indexar conteúdos com hashtags não fez parte da estratégia da SIC Notícias.

  • RTP

No Facebook a estação pública optou por colocar apenas um link para a emissão online. O mesmo aconteceu na conta do Twitter mas com três posts a apresentar os links diferentes onde a estação estava a difundir o debate. No site o principal destaque vai para a entrevista com Pedro Passos Coelho desta noite. Só depois dos principais destaques surge uma peça com um “resumo ao minuto” do debate intervalada com posts do Facebook da RTP Notícias que remetem para trabalhos áudio que contextualizam o debate. Na mesma peça era possível aceder em directo, em formato áudio (via Antena 1) ou audiovisual (via RTP Play), ao debate. A página da RTP Notícias no Facebook iniciou há 15 horas as publicações sobre o debate: promos, links para artigos sobre o debate, perfis de Passos Coelhos e António Costa e links para “siga em directo”. A RTP não utilizou hashtags.

  • TVI 24

No Twitter a conta da TVI 24 manteve a estratégia de publicação de feeds, misturando conteúdos do debate com os restantes. No Facebook foi publicando links de peças com pequenos resumos audiovisuais sobre assuntos específicos (estratégia do Syriza, por exemplo) e artigos mais completos com citações directas dos candidatos e links de contextualização do debate (outras peças publicadas ao longo do debate), assim como link para as “10 frases que marcaram o entre Passos e Costa“. O site acompanhou ao minuto o debate não com a estratégia de breaking news mas com artigos mais completos, linkados entre si, e muitas vezes acompanhados de citações dos candidatos e de pequenos resumos audiovisuais. Estão a ser também publicados vídeos com comentários ao debate por parte de jornalistas, nomeadamente de David Dinis do Observador. Do lado esquerdo do site há uma caixa a remeter para um streaming ao minuto, onde são publicados tweets de utilizadores comuns, pequenos vídeos do debate e micro resumos de ideias apresentadas pelos candidatos, sempre acompanhadas por citações. O site apresenta ainda, no topo da página, uma sondagem: “Quem ganhou o debate?” mas não estão visíveis os resultados. A TVI24 nunca recorreu a hashtags.

  • Observador

O Observador acompanhou o debate no seu site num live blog produzido por vários jornalistas, com actualizações quase ao minuto numa timeline lateral, e na frame central a apresentar comentários mais extensos. Está a publicar opiniões dos seus comentadores e lançou uma sondagem para perguntar aos seus utilizadores quem ganhou o debate. No Facebook colocou apenas no topo da página um post fixo a remeter para o live blog. No Twitter seguiu a estratégia dos feeds, com conteúdos sobre o debate e restante actualidade noticiosa. No entanto, através da conta intitulada Observador Eleições, e também remetendo sempre para o live blog, fez um conjunto mais alargado de publicações incentivando a interacção dos utilizadores. As hashtags ficaram de fora na estratégia do Observador.


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