CIBERESFERA
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| blogger: Ines Amaral

Da Hungria, com censura

A censura na Hungria tem estado a marcar o mês de Janeiro. No primeiro dia útil deste ano, um dos principais diários da Hungria, o jornal Népszabadság, escrevia na sua manchete a frase “A liberdade de imprensa na Hungria acabou”, escrita nas 22 línguas da União Europeia. Os sinais que chegam de Budapeste são muito preocupantes.

O jornal de centro-esquerda pretendia protestar contra a lei aprovada a 21 de Dezembro no Parlamento que fixa multas até 750 mil euros para os autores de notícias que “não sejam politicamente equilibradas”, ofendam a “dignidade humana”, “o interesse público” ou a “ordem moral”.

O que for considerado uma ofensa vaga será analisado pela nova entidade reguladora, cujos membros foram todos nomeados pelo Governo de Viktór Orban, que detém uma maioria de dois terços no Parlamento. Será esse organismo regulador a aplicar a respectiva punição.

Desta censura legislada ainda a destacar as possibilidades de punir bloggers, mesmo que escrevam fora do país, e de obrigar os jornalistas a revelar as suas fontes sempre que esteja em causa a “segurança nacional”.

A primeira reacção foi da Organização para a Cooperação e Segurança na Europa que considera que esta nova lei “viola os padrões de liberdade de imprensa” e “põe em causa a pluralidade e a independência editorial”.

Uma das primeiras medidas da nova entidade reguladora foi abrir uma investigação a uma rádio privada da Hungria que passou uma música do rapper Ice-T, que a nova entidade reguladora considera que influencia negativamente o desenvolvimento das crianças.

Nas ruas do país já começaram os protestos, que foram organizados online através de uma página no Facebook. Pelo meio ficaram promessas vãs de que a Hungria alteraria a lei, caso a UE o solicitasse. Mas, até agora, Bruxelas limitou-se a pedir explicações a Budapeste.

Recorde-se que a Hungria assumiu no dia 1 de Janeiro a Presidência rotativa da União Europeia. E está neste momento sob fogo por causa de aplicar medidas fiscais discriminatórias a empresas europeias. Começa mal o ano de 2011 para a União Europeia. Sem dúvida. As notícias são preocupantes e fazem eco em todo o mundo mas não se vislumbram medidas a sério da UE. Tristemente, os destinos da UE são agora presididos por quem legislou a censura.


Redes dentro da rede: conteúdo como laço relacional

[post originalmente publicado no blog do UPLOAD 2.0]

O modelo alternativo e emergente de comunicação promove ambientes sociais que permitem pensar a criatividade e a inovação de forma colectiva. É a “sabedoria das multidões”, como escreveu Surowiecki.

O novo paradigma da comunicação é orientado para a socialização e é baseado em plataformas de social media, redes sociais e conteúdo criado pelo utilizador. Portanto, está centrado no uso social da tecnologia. Tudo é social: conteúdo, distribuição, interacção, práticas, factos, acção. E vão nascendo mais e mais ferramentas que promovem redes sociais baseadas em metadados com novas práticas sociais sustentadas por objectos sociais: ‘like, retweet, digg it’…. A classificação dos conteúdos passou também a estar incorporada e não a ser uma categorização externa. E as ‘hashtags’ estão em todo o lado. No Twitter e não só.

As ferramentas de ‘Do-It-Yourself media’ traduzem novos modos de envolvimento nas redes e estão a substituir até as tradicionais noções de cidadania. A arquitectura das conversas em microblogs sobre as eleições presidenciais de 2009 no Irão, por exemplo, é um importante testemunho do ambiente social e complexo da rede. As novas oportunidades estão a criar novas formas de participação e interacção social com novas práticas e novas relações? Ou, pelo contrário, as diversas plataformas sociais originam uma fragmentação da sociedade digital? Não existe uma única resposta (ou sequer respostas consensuais), mas certo é que o conteúdo se mantém no centro da questão. Seja no contexto de conversação ou não.

A conectividade da rede pode introduzir uma nova modalidade de sociabilidade, já que potencia novas formas de comunicação e interacção. A Web semântica já está a alterar os meios de comunicação social e a paisagem das Internet como a conhecemos. O envolvimento dos utilizadores, os significados, as acções e os contextos sociais em ambientes colectivos são cada vez mais construídos com base na sociabilidade orientada aos objectos.

Num espaço em rede como o ciberespaço, as pessoas transformam-se em nós ligados por informações. Os novos objectos sociais produzem interacções sociais complexas baseadas no conteúdo e metadados. Portanto, as práticas sociais resultam da (re) construção de objectos sociais e as novas relações sociais concretizam-se na ligação entre nós e redes baseadas em ‘folksonomy’ e objectos sociais.

A reciprocidade era o elo principal das redes mas actualmente os metadados são o novo suporte. A nova sociabilidade sem território baseia-se em meios sociais e plataformas de redes sociais e está estruturada para promover a densidade social num continuum. Portanto, o conceito de capital social deve adaptar-se ao novo ecossistema da comunicação e ao ambiente das redes sociais: os laços não podem ser definidos de forma tradicional. Os utilizadores estão agora ligados por laços diferentes nas redes sem escala, que podem ter transformado totalmente a interacção online e a formação de grupos sociais. As novas ferramentas sociais promovem um novo tipo de prática social (orientada a objectos e metadados) e, em certo sentido, de relações sociais. Medir as potenciais audiências pelos métodos convencionais de reciprocidade ou os habituais ‘friends’ pode ser uma falácia, já que a influência e popularidade não se podem aferir apenas pelo número de seguidores. Mais uma vez, o conteúdo mantém-se como elemento central. Já não existe apenas uma audiência mas audiências de audiências, como refere Brian Solis.

Os ambientes em rede (com base na inteligência colectiva e na acção social) promovem um novo tipo de participação social e, consequentemente, novas relações e práticas sociais em que o conteúdo e o seu contexto (conversação, objectos sociais, metadados) se assumem como o elemento central. Isto é a Web 3.0? A Web 2.0 (também) morreu? Web e Internet não são o mesmo… Rótulos à parte, o contexto do conteúdo é o hype do momento. Mas a Internet é um ‘alvo em movimento’ e a Internet móvel pode (outra vez) alterar tudo. Na essência, a utilização estará sempre dependente da interface e das suas funcionalidades. Por isso, as previsões do panorama da Internet social valem o que valem.


links for 2011-01-17

WEB Trends: 10 cases made in Web 2.0

WEB Trends

“WEB Trends: 10 cases made in Web 2.0″ – algumas notas na óptica do leitor(a)

O livro “Web Trends – 10 cases made in web 2.0” da agência Comunicarte merece um particular destaque pela abordagem, ímpar em Portugal, que faz da temática.

De realçar efectivamente o mérito de se debruçarem de forma tão abrangente e, simultaneamente, tão incisiva sobre a dimensão Web 2.0, ou Web social, em sectores tão variados como marketing e publicidade, comunicação social, política, saúde ou religião. Merecem também grande destaque os casos portugueses apresentados, procurando mostrar o que se faz no país. Torna-se evidente que em Portugal a Web social existe e mostra marcas de vitalidade, como é possível constatar.

Este é um livro de tendências mas também um registo que partilha uma outra dimensão da rede, que é povoada por nativos digitais e imigrantes digitais, onde nasce uma linguagem emergente, se efectivam negócios e se comunica globalmente.

Este livro é ímpar por vários motivos:

> mostra a dimensão global da rede e o papel dos portugueses;

> reúne opiniões de especialistas, congregando académicos e profissionais de várias áreas;

> faz uma clara ponte entre a teoria e a prática;

> não cai na tentação de registar apenas o hype do momento: refere e mostra o papel de serviços e aplicações que entretanto desaparceram.

Na minha opinião de leitora, este livro é diferente pelo seu ângulo de abordagem, entendendo a dimensão social da Internet como um todo e procurando compreender contextos de acção, às escalas nacional e global, reunindo importantes testemunhos e destacando casos que, mais do que “made in Web 2.0, são “made in Portugal”.

Um aspecto ainda muito relevante de salientar deste livro é o facto de permitir compreender os novos contextos de acção em diferentes sectores numa era e que os paradigmas da comunicação e, consequentemente, sociais se estão a transformar. Vivemos o início da era dos “prosumers”, em que os consumidores têm a possibilidade de serem simultaneamente produtores. E este fenómeno tem vindo a alterar, substancialmente, os cenários de comunicação e de acção em diferentes áreas.

Finalmente há que destacar a organização dos conteúdos, o design atraente e apelativo, e a abordagem dinâmica sem qualquer tipo de pretensão a transformar o livro num registo de verdades absolutas. “Web Trends – 10 cases made in web 2.0” tem o mérito de partilhar ideias e registar tendências, assumindo-se como um excelente ponto de partida para pensar o futuro. Não havia, de facto, melhor maneira da Comunicarte celebrar os seus primeiros 10 anos.

[Declaração de interesses: a revisão científica do livro esteve a meu cargo.]


Ideias sobre a sociabilidade na rede (e em rede)

Em Outubro respondi a uma entrevista sobre a sociabilidade no ciberespaço. Publico agora no blog três das perguntas e respectivas respostas.

> Como avalia a interação das pessoas com a internet? Existe realmente uma relação de dependência do ser humano para com o ciberespaço? Se sim, como se dá essa dependência?
Julgo que a possível dependência está directamente relacionada com o tipo de interacção e experiência que o indivíduo tem com a rede. O tipo de dependência depende exactamente disso. Existe dependência que todos reconhecem na utilização de jogos sociais como o Farmville mas também de aplicações de Comunicação Mediada por Computador como o Messenger, por exemplo. Por outro lado, a grande dependência não é muitas vezes interpretada como isso mesmo e está directamente relacionada com as ideias de mobilidade/portabilidade, imediatismo/tempo real e interactividade. Na minha opinião, a dependência dissimulada existe na utilização permanente de dispositivos que permitem aceder à Internet em qualquer lugar. Interagir e procurar informação são os pontos centrais do indivíduo na utilização da rede, a dependência começa a ser evidente quando interfere de forma preocupante na vida da pessoa – procura de informação sobre saúde, por exemplo, para obter diagnóstico sem consultar médico. No entanto, existe uma dependência que julgo não ser preocupante a esse nível mas que é formadora e pode claramente ser deformadora: as pessoas já não vão à rede, elas vivem em rede; isso pode alterar a vida da pessoa de uma forma substancialmente vazia. A actualização permanente do status do Facebook ou a preocupação excessiva em publicar tudo o que se passa no Twitter são um exemplo de experiências que podem ser vazias de conteúdo e repletas de transtornos ao nível da forma. Por outro lado, esta dependência da velocidade não tem de ser necessariamente um mal. Pelo menos um mal maior. Porque o acesso à informação passa pela rede. Disso julgo que já ninguém duvida e a mudança está a fazer-se nesse sentido. Nesta fase há excessos. A massificação de cada um dos meios anteriores já havia mostrado que assim é. A fase das dependências negativas em termos sociais só pode ser medida numa abordagem mais consensual depois do período dourado da Web 2.0.


> Concorda com a ideia de que hoje as pessoas tem acesso a diversas informações diariamente, mas não param para refletir sobre a maioria delas?

Sim e não. A Internet é uma imensa teia e é muito fácil que os percursos sejam enviesados logo no primeiro link. Sem dúvida. No entanto, a falta de reflexão sobre o mundo e a relação com este não é sinónimo de Internet. Vem da cultura de massas e dos meios de comunicação de massas. Não pelo excesso de informação mas antes pela forma da mensagem. No caso da Internet acredito que influência existe mais ao nível da rapidez, mas a própria mensagem pode também enviesar o processo de comunicação e de reflexão. Tudo se centra numa única questão, que se agravou significativamente com a Internet: a necessidade de aprender a lidar com os media. É que o conceito de media foi completamente alterado com a rede: um indivíduo transformou-se num médium. É a era de EMEREC: o receptor é simultaneamente emissor. E é preciso ensinar as pessoas a lidar com isso. E, já agora, os meios de comunicação profissionais também.

> Como acha que o dinamismo trazido pela internet e a avalanche diária de informações está moldando a geração de jovens? Esse fator torna essa geração diferente das outras em relação a maneira de pensar e interagir com o mundo?
Actualmente, no ciberespaço convivem imigrantes digitais com nativos digitais. No mundo offline convivem imigrantes digitais com nativos digitais, mas também com analfabetos digitais e ainda analfabetos digitais funcionais (aqueles que têm acesso mas não sabem utilizar a tecnologia). A diferenciação entre gerações, em termos de faixas etárias, varia por país mas julgo que é evidente que os nativos digitais têm um relacionamento com o mundo diferente. Cresceram com acesso à tecnologia e não concebem a sua interacção com o mundo sem acesso à rede. Essa forma de estar não tem a ver com uma gestão eficaz das informações ou do próprio dinamismo. Pode existir ou não. Mas é uma evidência que existe o chamado “generation gap”.  Não tem a ver só com a educação e a formação. A forma como percepcionamos o mundo, os outros e nós próprios está directamente relacionada com a Tecnologia. As consequências dessa mudança de pensamento ainda não são visíveis. Julgo que só o serão quando a primeira geração de nativos digitais chegar ao poder nas sociedades info-incluídas. As notícias que vamos tendo são preocupantes, como o cyberbulling. Mas estou piamente convencida que não são ainda suficientes para um julgamento correcto. A adolescência também é digital, agora. O problema é que o digital é global e as consequências são tremendas e, pior ainda, o efeito de imitação e bola de neve é gigantesco.


links for 2011-01-15

Algumas notas sobre o Twitter

Há um mês atrás, a propósito da minha comuncação no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, respondi a duas perguntas de uma aluna de Ciências da Comunicação da UP sobre o Twitter. Aqui ficam as minhas respostas.

1. Qual é o crescimento/afirmação do Twitter como meio de divulgação e de criação de redes sociais?

O ambiente Web 2.0 possibilita a participação política e cultural e promove a formação de redes sociais. Os social media têm transformado a maneira como as pessoas comunicam e interagem online. A implementação desta web social pode ter grande impacto na sociedade e as múltiplas formas de produção participativa digitalmente mediada estão a transformar a paisagem social e os próprios meios de comunicação.
‘Twittering’ é actualmente uma actividade diária para milhões de pessoas. Há muitas apropriações do Twitter. Milhões de pessoas utilizam este serviço de microblogging para interagir com os outros, expressar-se e promover hiperligações externas (através de mensagens manuais ou por processos automáticos, como o Twitterfeed) e as suas ideias.
O grande ‘boom’ do Twitter ocorreu em 2009 – ano em que os social media se massificaram. A afirmação do Twitter enquanto meio de divulgação foi progressiva mas a partir da utilização feita pelo ainda candidato à Casa Branca Barack Obama alterou o cenário até então. Os ‘trending topics’ demonstram bem a capacidade viral de divulgação desta plataforma, que permite simultaneamente a criação de redes sociais tanto pelas ligações entre utilizadores (relação followers/following), conversação ou conteúdo. As redes sociais baseadas em ‘folksonomy’ (‘social tagging’) podem ser uma representação de estruturas que não têm de revelar ligações directas mas podem permitir estudar a propagação de ideias, a dinâmica de laços sociais e marketing viral, assim como analisar as interacções conversacionais como redes de utilizadores que produzem sociabilidade. As redes sociais no Twitter centram-se mais no conteúdo e significativamente menos nas funcionalidades da plataforma.

2. A utilização feita pelos cibernautas é correta? Há um subaproveitamento das potencialidades do Twitter?
As novas ferramentas de ‘Do-it-yourself media’ traduzem novos modos de envolvimento nas redes e estão a substituir as noções tradicionais de cidadania. A arquitectura das conversas em microblogs sobre, por exemplo, as eleições presidenciais de 2009 no Irão são um importante testemunho do ambiente social e complexo da web. No entanto, todas as utilizações são possíveis e fazer julgamentos de valor não faz sentido atendendo à amplitude da ferramenta. Por outro lado, e tal como noutras plataformas, há sempre um grupo mais coeso de utilizadores que manipula de forma mais produtiva (ou seja, atendendo aos seus objectivos) o Twitter. Ainda assim, é evidente que Partilha, cooperação e acção colectiva (Shirky, 2008) são a espinha dorsal das redes sociais online. O Twitter não é excepção. No entanto, estamos a falar de um ‘alvo’ em movimento. Isto significa que temos mais dúvidas
do que certezas: As novas oportunidades estão a criar novas formas de participação e interacção social (novas práticas e novas relações)? Ou, pelo contrário, as diversas plataformas sociais originam uma fragmentação da sociedade digital? O Twitter é claramente uma plataforma com muitas utilizações, mas também permite que os cidadãos tenham uma participação global numa perspectiva social. As novas ferramentas sociais promovem um novo tipo de prática social (orientada a objectos e metadados) e, em certo sentido, de relações sociais.


10 anos de Wikipédia


links for 2011-01-09

WEB Trends

O livro “Web Trends – 10 cases made in web 2.0″ lançado pela agência Comunicarte será apresentado no próximo dia 13 de Janeiro, às 19h, no El Corte Ingles, em Gaia.

O impacto da web 2.0 – esse mundo em que parte de nós já habitamos -, os efeitos do seu movimento ininterrupto nas áreas de administração pública, crime, marketing e publicidade, comunicação social, empresas e negócios, sociedade, política, saúde, cultura, lazer (onde se incluem os subtemas de moda, lifestyle, turismo e futebol) e religião fazem de «Web Trends» – livro da Comunicarte Publishing, distribuído pelas Edições Sílabo – , uma obra com “a virtude de ser uma espécie de relâmpago na escuridão, de contribuir com uma centelha de luz para a análise de uma temática que não obstante as sombras que sobre ela ainda pairam, vai seguramente determinar o futuro da nossa civilização”, como afirma Francisco Maria Balsemão, presidente da ANJE, autor do prefácio.

Declaração de interesses: a revisão científica do livro esteve a meu cargo.


Conferences > 2011

XXXI SUNBELT: St. Pete Beach, Florida, USA (08 – 13 February 2011)

DigitalWorld2011: Gosier, Guadeloupe, France (23 – 28 February 2011)

Social Media Games CHI2011: Vancouver, Canada (08 May 2011)

ACM Hypertext 2011: Eindhoven, The Netherlands (06 – 09 June 2011)

EURO ITV 2011: Lisbon, Portugal (29 June – 01 July 2011)

IAMCR2011: Istanbul, Turkey (13 – 17 July 2011)

Interact 2011: Lisbon, Portugal (05 – 09 September 2011)

ECCS 2011: Vienna, Austria (12 – 16 September 2011)


links for 2011-01-05

links for 2011-01-04



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