CIBERESFERA
Weblog written in portuguese and sometimes in english.
| about social networks, social media, web 2.0 and cyberjournalism
| sobre redes sociais, media sociais, web 2.0 e ciberjornalismo
| blogger: Ines Amaral

Torga em SMS

O projecto Torga em SMS, coordenado por Dinis Alves (ISMT) tem um blog onde são registadas com frequência informações sobre o tema. Está também disponível na Web um espaço onde são apresentadas opiniões sobre o projecto. A propósito do tema, escrevi um pequeno texto: A “linguagem SMS” é uma moda. Não serve para poupar caracteres


My Geek Chart

(Ciber)Jornalismo universitário

Muito interessante a reportagem Eleições 2009: “Partido sem presença online não é digno desse nome” do JPN (Licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto).


Transmedia

Henry Jenkins, director of Comparative Media Studies Program at MIT, discusses “transmedia” – the media change. Technologia and culture(s) are converging and drawing a new media landscape. Very interesting video (and perspective).

Henry Jenkins on Transmedia – November 2009 from niko on Vimeo.


The future of news?

Us Now

Us Now from Banyak Films on Vimeo.

«A film project about the power of mass collaboration, government and the internet. (…)
In a world in which information is like air, what happens to power?
»


#MMGvsMP

A hashtag #MMGvsMP rapidamente se espalhou pelo Twitter depois do Jornal Nacional da TVI na passada sexta-feira (22.Maio), em que Manuela Moura Guedes e António Marinho Pinto protagonizaram qualquer coisa próxima de um espectáculo ao invés de uma entrevista. No YouTube e nos vídeos do SAPO é possível encontrar excertos da suposta entrevista. Na blogosfera o assunto foi amplamente discutido (sugestão de leitura interessante: Jornalismo e Comunicação) A acessa discussão fez daquele momento um autêntico acontecimento.

Algumas notas que me parecem evidentes, a propósito deste assunto:

– Manuela Moura Guedes tem um estilo próprio, goste-se ou não. Marinho Pinto já o sabia. E levou a lição (bem) estudada. Os dividendos são óbvios.

– A jornalista da TVI foi (visivelmente) surpreendida com a fúria do bastonário porque substimou a sua prestação/integração no espectáculo das sextas-feiras.

– A acessa discussão mais não é do que um espectáculo degradante de duas pessoas que gerem muito mal a exposição pública e defendem à risca que devem dizer o que entendem. Ora, nem numa profissão nem noutra o podem fazer sem demonstrarem que é verdade, com o respeito pela lei.

– Extraordinário é ver como MMG e MP conseguiram angariar tantos amores e ódios durante um fim-de-semana em que o jornalismo foi a própria notícia.

Update

Segundo o DN, o Jornal Nacional da TVI registou na sexta-feira a mais baixa audiência deste ano.


A is for Audio: The ABCs of Multimedia

Quando o Twitter é mal utilizado como fonte de informação

O Diário de Notícias publicou este sábado uma notícia em que dá conta de uma “polémica” entre o Expresso e a TVI. O Twitter foi a fonte de informação e o jornalista cita alegadas declarações do director do Expresso, Henrique Monteiro, no serviço de microblogging. Faltou a preocupação de confirmar a informação e, por isso, a notícia que saiu é falsa.

A origem da notícia do DN foi um retweet que Henrique Monteiro fez de algo que eu escrevi, dirigindo-me a si [@ciberesfera: @HenriquMonteiro confesso que achei mto estranho. de facto é miserável… “]. Desconhecendo o funcionamento do Twitter, o jornalista citou um RT como uma afirmação do director do Expresso. E errou.

GLOSSÁRIO:

Retweet = “ significa ReTransmitir 1 mensagem de alguém, citando a autoria” [via Twitcionário do TwitterPortugal]


Conferências no Twitter

Conferência “Jornalismo na Europa: quem precisa de regulação?“, organizada pelo CECS [UMinho] – #umregulation

Seminário: “BOLONHA: Reforma Administrativa ou Educativa?“, organizado pelo ISMT – #ismtbolonha


Conferência na UMinho – “Jornalismo na Europa: Quem precisa de Regulação?”

O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho promove no próximo dia 15 de Maio a conferência “Jornalismo na Europa: Quem precisa de Regulação?”.

Na sessão de abertura estará presente Dennis McQuail, Professor Jubilado da Universidade de Amesterdão. A partilhar a mesa estarão ainda Moisés de Lemos Martins, presidente do ICS da UMinho, Manuel Pinto, director do CECS, e Helena Sousa, presidente da Comissão Organizadora.

O primeiro painel intitula-se “Reflectindo sobre a Incerteza: Quadros de Referência para Pensar a Regulação” e traz à UMinho Josef Trappel, Jeremy Tunstall, Kees Brants, Hans Kleinsteuber e será moderado por Elsa Costa e Silva do CECS.

O debate agendado para a tarde será em torno de “Olhares Cruzados sobre as Práticas de Regulação em Portugal“. A sessão será moderada por Joaquim Fidalgo, da UMinho, e conta com a participação de Adelino Gomes, José Azeredo Lopes, Alfredo Maia e Afonso Camões.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, estará presente no encerramento da conferência.


Experiência com alunos de Cibercultura

Um grupo de estudantes da Unidade Curricular de Cibercultura que lecciono às licenciaturas em Comunicação Empresarial e em Multimédia do ISMT, vai fazer o acompanhamento do seminário “BOLONHA: Reforma Administrativa ou Educativa?” na web.
O evento promovido pelo ISMT decorre no próximo dia 13 de Maio, na Casa da Cultura de Coimbra, e tem como propósito fazer um balanço da reforma introduzida pelo Processo de Bolonha no Ensino Superior português. A cobertura deste seminário estará centrada num weblog, que será o elemento agregador de conteúdos a publicar no Twitter, Flickr e YouTube. Para além dos posts hipertextuais e/ou hipermedia, no topo do blog estará disponível uma caixa que permitirá seguir as actualizações no Twitter (via CoverItLive). Na coluna do lado direito do blog são disponibilizados os últimos vídeos e fotografias. Todos os conteúdos serão indexados nos vários serviços de social media com a tag “ismtbolonha” (no Twitter: #ismtbolonha).

Os endereços dos weblogs dos estudantes que vão participar na iniciativa [produzidos nas aulas de Cibercultura]:

+ LINKS:

Seminário ” BOLONHA: Reforma Administrativa ou Educativa?”

Weblog que vai acompanhar a iniciativa: Cibercultura no Instituto Superior Miguel Torga

Plataforma de Apoio às Aulas: Comunicação e Multimédia


Em Estágio

Em Estágio é o novo blog do jornal Público. Este espaço é alimentado por estagiários em funções nas redacções deste órgão de comunicação e proposta é a de «analisar o trabalho jornalístico pelos olhos daqueles que começam agora a exercer a actividade. Questões éticas e deontológicas, dificuldades que se encontrem no decorrer das funções, ou mesmo reflexões sobre a actualidade são o tipo de assuntos que o “Em estágio no PÚBLICO” se propõe abranger.»

Reflexões sobre a actualidade, rotinas e a experiência de trabalhar numa redacção já estão disponíveis nos (ainda) escassos posts que o blog apresenta. A ideia parece-me muito interessante e a seguir atentamente, já que serve um duplo propósito: responsabiliza os autores (já que os sujeita a escrutínio público) e incentiva a partilha de impressões (numa fase em que os novos jornalistas geralmente são um misto de emoções).


Ainda o i

Via @contrafactos leio os Termos e Condições do jornal e a propósito do Jornalismo do Cidadão que se promove há, na secção “Direitos de Autor e de Propriedade Intelectual”, uma alínea (no mínimo) preocupante:

«O utilizador, com o envio e (ou) a inserção de conteúdos no site, quer sejam artigos, fotografias, vídeos ou outros, transfere todos os direitos de autor ou de propriedade intelectual sobre os mesmos para a Sojormedia Capital, SA.»

O que pensar sobre isto?


i, uma aposta no online?

O primeiro número do “i” já está nas bancas.

i - 7 de Maio de 2009

i[Sobre a capa: Paulo Querido acaba de escrever no Twiter que acha que a capa do i é muito parecida com a do Público. Estou de acordo.]

O site precisa de alguns ajustes mas utiliza algumas ferramentas interessantes e tem áreas a descobrir, como a iTV. O i tem ainda blogs, uma secção intitulada iRepórter que promove o tão apregoado “cidadão jornalista” (embora falte aqui, para já, edição e a referência da autoria. Não consegui identificar em todos os textos) e também está no Twitter em @itwitting, no Flickr, YouTube e Facebook.

Existe a preocupação de integrar quase sempre fotografias e uma novidade: ainda não vi nenhuma peça não assinada, facto pouco comum no Ciberjornalismo em Portugal. Há tags para catalogar os textos e uma nuvem no index. Todos os artigos têm as tradicionais opções de enviar e comentar, assim como as cada vez mais frequentes possibilidades de partilhar (aqui ainda faltam algumas. Eu sugiro o Digg e o Delicious – que o Alexandre Gamela também já tinha citado, o Paulo Querido referiu e bem o DoMelhor) e votar. No final dos textos novamente as mesmas ferramentas, a caixa de comentários e um link para o iRepórter a partir do mote «Tem mais informações sobre esta notícia? Conte a sua história. Seja um iRepórter. Partilhe a sua experiência». Numa coluna do lado direito existem links para notícias relacionadas.

O conteúdo está organizado nas secções “Portugal”, “Mundo”, “Desporto”, “Dinheiro”, “Boa Vida”. Existem ainda as áreas Radar e Zoom. A primeira lista as notícias das últimas 24 horas, a segunda é uma secção identificada com “relevância e profundidade”.

Há também o tradicional registo das notícias mais lidas e mais comentadas, acrescentando a menos comum funcionalidade “mais enviados”.

O acesso à secção de Opinião é feito através do index, na coluna do lado esquerdo. Os outros meios de comunicação do Grupo estão também referenciados com hiperligações, numa página própria.

Interessante é o slideshow que surge no topo com as manchetes e ainda uma caixa (na coluna direita) intitulada “Jogos ao Vivo”. Ficamos é sem saber, por enquanto e até ao início dos jogos da UEFA desta noite, se terá apenas o resultado ou informação “minuto a minuto”.

A aposta na interacção parece clara e está bem vísivel no site:

«Iniciámos um novo caminho na internet.
Interactividade, comunidade, redes sociais e jornalismo do cidadão são palavras que todos conhecemos.

O ionline é o diário que o vai manter informado ao longo do dia, ligando-o ao melhor do mundo global – das grandes questões que nos preocupam (a si e a nós), aos acontecimentos e tendências que nos divertem.

O ionline será feito também por si: como iRepórter, como crítico de cinema, de restaurantes, de livros ou de música.

No ionline partilhará a sua opinião com milhares de outras pessoas para chegar a novas audiências.

Estamos a trabalhar para que, muito depressa, descubra outras novidades.
Mas porque não sabemos tudo, queremos ouvi-lo a si.
»

Ainda não li a versão em papel (shame on me). Vi apenas a entrevista a Obama como um exclusivo e uma novidade, o que não é de todo verdade (a novidade, já que o exclusivo pela compra será). E no site não está a indicação da autoria da entrevista. Sobre a versão impressa, vale a pena ler Luís Santos.

Do online retenho, para já, uma boa impressão. O design da interacção e design de conteúdos parecem eficazes, num layout clean. Não há ruído nem conteúdos em excesso na primeira página. Há preocupações ao nível da acessibilidade e usabilidade.

Ainda assim, importa que sejam corrigidas algumas falhas. Do que já vi, parece-me que falta:
– produzir notícias hipertextuais e hipermedia;
– conciliar a escrita com a vertente visual na apresentação das peças. O editorial tem esse cuidado, mas nem todos os artigos o conseguem;
– não ter medo dos links externos;
– melhorar a interacção nas redes sociais, sendo já um ponto positivo o reconhecimento da necessidade de utilizar os social media;
– a integração de ferramentas como o Digg, Delicious, DoMelhor, StumbleUpon na ferramenta “Partilhar”;
– disponibilizar rapidamente feeds RSS e das várias secções, para além dos já indicados no site: Última Hora, Portugal e Desporto;
– integrar infografia;
– editar a secção iRepórter e clarificar a autoria desses artigos;
– retirar “contenidos” dos url’s. Verifiquei que em algumas secções já figura “content” e esta manhã, via Twitter, foi dada a explicação de que a empresa que produziu o site e gere o CMS é argentina. Ok, mas isso não é desculpa. Seja como for, parece-me muito interessante a interacção inicial logo no primeiro dia;
– retirar do mapa do site conteúdos e serviços que ainda não estão acessíveis como iMóvel e Podcasts;
– manter a consistência: no mapa do site há a possibilidade de aceder ao serviço “Alertas” via email que não está disponível no index. Há ainda a hipótese de subscrever notícias sobre “Ciência e Tecnologia”, secção que não está visível (ainda?);
– oferecer formas simples de lidar com os erros e ter uma página própria de erro;
– apresentar contactos e permitir feedback para além dos comentários;
– criar espaço(s) próprio(s) no site para a promoção de uma comunidade. Mesmo que baseada nas redes sociais, se o propósito é promover uma comunidade então é necessário um espaço;
– introduzir ferramentas de personalização.

As expectactivas eram elevadas e as reacções ao novo jornal não estão a ser as melhores. Haverá um longo caminho para o i, tanto no que diz respeito à conquista do seu público como na procura de uma identidade. Há lugar para mais um jornal diário em Portugal? O i vai transformar-se numa sequela do Independente? O projecto editorial é sólido? Muitas perguntas para tão pouco tempo. Aguardemos. Ainda só saiu o primeiro número, pelo que venham os próximos.




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