CIBERESFERA
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Social Media Revolution


Las historias más interesantes están fuera de Google

Las historias más interesantes están fuera de Google from Ander Izagirre on Vimeo.

Este vídeo já tem um ano. Mas vale a pena ver.


WEB Trends: 10 cases made in Web 2.0

O mundo encolheu… e tornou-se imenso!
Imagens da apresentação do livro “Web Trends: 10 cases made in Web 2.0” e palestra “O mundo encolheu… e tornou-se imenso! :-)”, por Marlene Silva da Comunicarte. Evento realizado no dia 19 de Maio de 2011 no Instituto Superior Miguel Torga em Coimbra.

Recupero, a este propósito, o post que escrevi sobre o livro.

 

“WEB Trends: 10 cases made in Web 2.0? – algumas notas na óptica do leitor(a)

O livro “Web Trends – 10 cases made in web 2.0” da agência Comunicarte merece um particular destaque pela abordagem, ímpar em Portugal, que faz da temática.

De realçar efectivamente o mérito de se debruçarem de forma tão abrangente e, simultaneamente, tão incisiva sobre a dimensão Web 2.0, ou Web social, em sectores tão variados como marketing e publicidade, comunicação social, política, saúde ou religião. Merecem também grande destaque os casos portugueses apresentados, procurando mostrar o que se faz no país. Torna-se evidente que em Portugal a Web social existe e mostra marcas de vitalidade, como é possível constatar.

Este é um livro de tendências mas também um registo que partilha uma outra dimensão da rede, que é povoada por nativos digitais e imigrantes digitais, onde nasce uma linguagem emergente, se efectivam negócios e se comunica globalmente.

Este livro é ímpar por vários motivos:

> mostra a dimensão global da rede e o papel dos portugueses;

> reúne opiniões de especialistas, congregando académicos e profissionais de várias áreas;

> faz uma clara ponte entre a teoria e a prática;

> não cai na tentação de registar apenas o hype do momento: refere e mostra o papel de serviços e aplicações que entretanto desaparceram.

Na minha opinião de leitora, este livro é diferente pelo seu ângulo de abordagem, entendendo a dimensão social da Internet como um todo e procurando compreender contextos de acção, às escalas nacional e global, reunindo importantes testemunhos e destacando casos que, mais do que “made in Web 2.0, são “made in Portugal”.

Um aspecto ainda muito relevante de salientar deste livro é o facto de permitir compreender os novos contextos de acção em diferentes sectores numa era e que os paradigmas da comunicação e, consequentemente, sociais se estão a transformar. Vivemos o início da era dos “prosumers”, em que os consumidores têm a possibilidade de serem simultaneamente produtores. E este fenómeno tem vindo a alterar, substancialmente, os cenários de comunicação e de acção em diferentes áreas.

Finalmente há que destacar a organização dos conteúdos, o design atraente e apelativo, e a abordagem dinâmica sem qualquer tipo de pretensão a transformar o livro num registo de verdades absolutas. “Web Trends – 10 cases made in web 2.0” tem o mérito de partilhar ideias e registar tendências, assumindo-se como um excelente ponto de partida para pensar o futuro. Não havia, de facto, melhor maneira da Comunicarte celebrar os seus primeiros 10 anos.

[Declaração de interesses: a revisão científica do livro esteve a meu cargo.]


Who’s using Twitter & How they’re using it

Agenda > I Congreso Iberoamericano sobre Redes Sociales

«Burgos acogerá en 2011  iRedes, I Congreso Iberoamericano sobre Redes Sociales, que reunirá a profesionales y expertos en las redes sociales para analizar su pasado, su presente y su futuro.

iRedes se centrará en tres grandes núcleos:

  • Tecnología y sociedad desde Atapuerca al ciberespacio. Cómo y por qué las redes sociales nos cambian la vida.
  • Participación, colaboración y contenido generado por los usuarios. Cómo se establecen, desarrollan y gestionan las comunidades en línea.
  • Profesionales, empresas e instituciones en las redes sociales. Cómo se gestiona la identidad, la marca y la reputación en línea.»

24 e 25 de Fevereiro de 2011 > Teatro Principal de Burgos

Mais informações no site oficial.


Zon na era dos Social Media

A Zon lançou um novo serviço (Iris) com uma forma arrojada. Outdoors, anúncios televisivos, teasers no YouTube e presença nos social media caracterizam toda uma campanha centrada no utilizador. Não no espectador. No utilizador mesmo. Publicidade “topo de gama” e bem orientada. Julgo mesmo que talvez do melhor que se tem feito em Portugal nos últimos anos.

Tudo a correr (muito) bem. Aparentemente. Até que um dos anúncios televisivos apresenta Jon Bon Jovi como «o que ontem era fixe e hoje é foleiro». As reacções não se fizeram esperar e os social media e as redes sociais foram palco de discussão. No Facebook, a 15 de Janeiro, foi criada uma página para protestar contra o anúncio. No dia 20 de Janeiro, a Zon anuncia na página do Facebook (destinada à promoção do novo serviço) que o anúncio foi alterado:

«O spot IRIS by ZON Fibra mostra a vantagem da personalização do novo interface IRIS, que adequa os conteúdos ao gosto de cada utilizador. O exemplo anteriormente utilizado foi alterado e eis o novo spot actualizado. Continuamos atentos ao que diz a comunidade e agradecemos a todos o interesse manifestado pelo novo software.»

Na página de protesto pode ler-se que esta será desactivada dia 21 de Janeiro, depois da Zon ter alterado o anúncio.

A reacção da Zon fez com que este fosse um caso (bem) diferente do #ensitel. Vale a pena ler mais sobre este assunto aqui.


Social Media Marketing By The Numbers

Social Media Marketing by the numbers[via Webmania]


Redes dentro da rede: conteúdo como laço relacional

[post originalmente publicado no blog do UPLOAD 2.0]

O modelo alternativo e emergente de comunicação promove ambientes sociais que permitem pensar a criatividade e a inovação de forma colectiva. É a “sabedoria das multidões”, como escreveu Surowiecki.

O novo paradigma da comunicação é orientado para a socialização e é baseado em plataformas de social media, redes sociais e conteúdo criado pelo utilizador. Portanto, está centrado no uso social da tecnologia. Tudo é social: conteúdo, distribuição, interacção, práticas, factos, acção. E vão nascendo mais e mais ferramentas que promovem redes sociais baseadas em metadados com novas práticas sociais sustentadas por objectos sociais: ‘like, retweet, digg it’…. A classificação dos conteúdos passou também a estar incorporada e não a ser uma categorização externa. E as ‘hashtags’ estão em todo o lado. No Twitter e não só.

As ferramentas de ‘Do-It-Yourself media’ traduzem novos modos de envolvimento nas redes e estão a substituir até as tradicionais noções de cidadania. A arquitectura das conversas em microblogs sobre as eleições presidenciais de 2009 no Irão, por exemplo, é um importante testemunho do ambiente social e complexo da rede. As novas oportunidades estão a criar novas formas de participação e interacção social com novas práticas e novas relações? Ou, pelo contrário, as diversas plataformas sociais originam uma fragmentação da sociedade digital? Não existe uma única resposta (ou sequer respostas consensuais), mas certo é que o conteúdo se mantém no centro da questão. Seja no contexto de conversação ou não.

A conectividade da rede pode introduzir uma nova modalidade de sociabilidade, já que potencia novas formas de comunicação e interacção. A Web semântica já está a alterar os meios de comunicação social e a paisagem das Internet como a conhecemos. O envolvimento dos utilizadores, os significados, as acções e os contextos sociais em ambientes colectivos são cada vez mais construídos com base na sociabilidade orientada aos objectos.

Num espaço em rede como o ciberespaço, as pessoas transformam-se em nós ligados por informações. Os novos objectos sociais produzem interacções sociais complexas baseadas no conteúdo e metadados. Portanto, as práticas sociais resultam da (re) construção de objectos sociais e as novas relações sociais concretizam-se na ligação entre nós e redes baseadas em ‘folksonomy’ e objectos sociais.

A reciprocidade era o elo principal das redes mas actualmente os metadados são o novo suporte. A nova sociabilidade sem território baseia-se em meios sociais e plataformas de redes sociais e está estruturada para promover a densidade social num continuum. Portanto, o conceito de capital social deve adaptar-se ao novo ecossistema da comunicação e ao ambiente das redes sociais: os laços não podem ser definidos de forma tradicional. Os utilizadores estão agora ligados por laços diferentes nas redes sem escala, que podem ter transformado totalmente a interacção online e a formação de grupos sociais. As novas ferramentas sociais promovem um novo tipo de prática social (orientada a objectos e metadados) e, em certo sentido, de relações sociais. Medir as potenciais audiências pelos métodos convencionais de reciprocidade ou os habituais ‘friends’ pode ser uma falácia, já que a influência e popularidade não se podem aferir apenas pelo número de seguidores. Mais uma vez, o conteúdo mantém-se como elemento central. Já não existe apenas uma audiência mas audiências de audiências, como refere Brian Solis.

Os ambientes em rede (com base na inteligência colectiva e na acção social) promovem um novo tipo de participação social e, consequentemente, novas relações e práticas sociais em que o conteúdo e o seu contexto (conversação, objectos sociais, metadados) se assumem como o elemento central. Isto é a Web 3.0? A Web 2.0 (também) morreu? Web e Internet não são o mesmo… Rótulos à parte, o contexto do conteúdo é o hype do momento. Mas a Internet é um ‘alvo em movimento’ e a Internet móvel pode (outra vez) alterar tudo. Na essência, a utilização estará sempre dependente da interface e das suas funcionalidades. Por isso, as previsões do panorama da Internet social valem o que valem.


WEB Trends: 10 cases made in Web 2.0

WEB Trends

“WEB Trends: 10 cases made in Web 2.0” – algumas notas na óptica do leitor(a)

O livro “Web Trends – 10 cases made in web 2.0” da agência Comunicarte merece um particular destaque pela abordagem, ímpar em Portugal, que faz da temática.

De realçar efectivamente o mérito de se debruçarem de forma tão abrangente e, simultaneamente, tão incisiva sobre a dimensão Web 2.0, ou Web social, em sectores tão variados como marketing e publicidade, comunicação social, política, saúde ou religião. Merecem também grande destaque os casos portugueses apresentados, procurando mostrar o que se faz no país. Torna-se evidente que em Portugal a Web social existe e mostra marcas de vitalidade, como é possível constatar.

Este é um livro de tendências mas também um registo que partilha uma outra dimensão da rede, que é povoada por nativos digitais e imigrantes digitais, onde nasce uma linguagem emergente, se efectivam negócios e se comunica globalmente.

Este livro é ímpar por vários motivos:

> mostra a dimensão global da rede e o papel dos portugueses;

> reúne opiniões de especialistas, congregando académicos e profissionais de várias áreas;

> faz uma clara ponte entre a teoria e a prática;

> não cai na tentação de registar apenas o hype do momento: refere e mostra o papel de serviços e aplicações que entretanto desaparceram.

Na minha opinião de leitora, este livro é diferente pelo seu ângulo de abordagem, entendendo a dimensão social da Internet como um todo e procurando compreender contextos de acção, às escalas nacional e global, reunindo importantes testemunhos e destacando casos que, mais do que “made in Web 2.0, são “made in Portugal”.

Um aspecto ainda muito relevante de salientar deste livro é o facto de permitir compreender os novos contextos de acção em diferentes sectores numa era e que os paradigmas da comunicação e, consequentemente, sociais se estão a transformar. Vivemos o início da era dos “prosumers”, em que os consumidores têm a possibilidade de serem simultaneamente produtores. E este fenómeno tem vindo a alterar, substancialmente, os cenários de comunicação e de acção em diferentes áreas.

Finalmente há que destacar a organização dos conteúdos, o design atraente e apelativo, e a abordagem dinâmica sem qualquer tipo de pretensão a transformar o livro num registo de verdades absolutas. “Web Trends – 10 cases made in web 2.0” tem o mérito de partilhar ideias e registar tendências, assumindo-se como um excelente ponto de partida para pensar o futuro. Não havia, de facto, melhor maneira da Comunicarte celebrar os seus primeiros 10 anos.

[Declaração de interesses: a revisão científica do livro esteve a meu cargo.]


Ideias sobre a sociabilidade na rede (e em rede)

Em Outubro respondi a uma entrevista sobre a sociabilidade no ciberespaço. Publico agora no blog três das perguntas e respectivas respostas.

> Como avalia a interação das pessoas com a internet? Existe realmente uma relação de dependência do ser humano para com o ciberespaço? Se sim, como se dá essa dependência?
Julgo que a possível dependência está directamente relacionada com o tipo de interacção e experiência que o indivíduo tem com a rede. O tipo de dependência depende exactamente disso. Existe dependência que todos reconhecem na utilização de jogos sociais como o Farmville mas também de aplicações de Comunicação Mediada por Computador como o Messenger, por exemplo. Por outro lado, a grande dependência não é muitas vezes interpretada como isso mesmo e está directamente relacionada com as ideias de mobilidade/portabilidade, imediatismo/tempo real e interactividade. Na minha opinião, a dependência dissimulada existe na utilização permanente de dispositivos que permitem aceder à Internet em qualquer lugar. Interagir e procurar informação são os pontos centrais do indivíduo na utilização da rede, a dependência começa a ser evidente quando interfere de forma preocupante na vida da pessoa – procura de informação sobre saúde, por exemplo, para obter diagnóstico sem consultar médico. No entanto, existe uma dependência que julgo não ser preocupante a esse nível mas que é formadora e pode claramente ser deformadora: as pessoas já não vão à rede, elas vivem em rede; isso pode alterar a vida da pessoa de uma forma substancialmente vazia. A actualização permanente do status do Facebook ou a preocupação excessiva em publicar tudo o que se passa no Twitter são um exemplo de experiências que podem ser vazias de conteúdo e repletas de transtornos ao nível da forma. Por outro lado, esta dependência da velocidade não tem de ser necessariamente um mal. Pelo menos um mal maior. Porque o acesso à informação passa pela rede. Disso julgo que já ninguém duvida e a mudança está a fazer-se nesse sentido. Nesta fase há excessos. A massificação de cada um dos meios anteriores já havia mostrado que assim é. A fase das dependências negativas em termos sociais só pode ser medida numa abordagem mais consensual depois do período dourado da Web 2.0.


> Concorda com a ideia de que hoje as pessoas tem acesso a diversas informações diariamente, mas não param para refletir sobre a maioria delas?

Sim e não. A Internet é uma imensa teia e é muito fácil que os percursos sejam enviesados logo no primeiro link. Sem dúvida. No entanto, a falta de reflexão sobre o mundo e a relação com este não é sinónimo de Internet. Vem da cultura de massas e dos meios de comunicação de massas. Não pelo excesso de informação mas antes pela forma da mensagem. No caso da Internet acredito que influência existe mais ao nível da rapidez, mas a própria mensagem pode também enviesar o processo de comunicação e de reflexão. Tudo se centra numa única questão, que se agravou significativamente com a Internet: a necessidade de aprender a lidar com os media. É que o conceito de media foi completamente alterado com a rede: um indivíduo transformou-se num médium. É a era de EMEREC: o receptor é simultaneamente emissor. E é preciso ensinar as pessoas a lidar com isso. E, já agora, os meios de comunicação profissionais também.

> Como acha que o dinamismo trazido pela internet e a avalanche diária de informações está moldando a geração de jovens? Esse fator torna essa geração diferente das outras em relação a maneira de pensar e interagir com o mundo?
Actualmente, no ciberespaço convivem imigrantes digitais com nativos digitais. No mundo offline convivem imigrantes digitais com nativos digitais, mas também com analfabetos digitais e ainda analfabetos digitais funcionais (aqueles que têm acesso mas não sabem utilizar a tecnologia). A diferenciação entre gerações, em termos de faixas etárias, varia por país mas julgo que é evidente que os nativos digitais têm um relacionamento com o mundo diferente. Cresceram com acesso à tecnologia e não concebem a sua interacção com o mundo sem acesso à rede. Essa forma de estar não tem a ver com uma gestão eficaz das informações ou do próprio dinamismo. Pode existir ou não. Mas é uma evidência que existe o chamado “generation gap”.  Não tem a ver só com a educação e a formação. A forma como percepcionamos o mundo, os outros e nós próprios está directamente relacionada com a Tecnologia. As consequências dessa mudança de pensamento ainda não são visíveis. Julgo que só o serão quando a primeira geração de nativos digitais chegar ao poder nas sociedades info-incluídas. As notícias que vamos tendo são preocupantes, como o cyberbulling. Mas estou piamente convencida que não são ainda suficientes para um julgamento correcto. A adolescência também é digital, agora. O problema é que o digital é global e as consequências são tremendas e, pior ainda, o efeito de imitação e bola de neve é gigantesco.


Algumas notas sobre o Twitter

Há um mês atrás, a propósito da minha comuncação no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, respondi a duas perguntas de uma aluna de Ciências da Comunicação da UP sobre o Twitter. Aqui ficam as minhas respostas.

1. Qual é o crescimento/afirmação do Twitter como meio de divulgação e de criação de redes sociais?

O ambiente Web 2.0 possibilita a participação política e cultural e promove a formação de redes sociais. Os social media têm transformado a maneira como as pessoas comunicam e interagem online. A implementação desta web social pode ter grande impacto na sociedade e as múltiplas formas de produção participativa digitalmente mediada estão a transformar a paisagem social e os próprios meios de comunicação.
‘Twittering’ é actualmente uma actividade diária para milhões de pessoas. Há muitas apropriações do Twitter. Milhões de pessoas utilizam este serviço de microblogging para interagir com os outros, expressar-se e promover hiperligações externas (através de mensagens manuais ou por processos automáticos, como o Twitterfeed) e as suas ideias.
O grande ‘boom’ do Twitter ocorreu em 2009 – ano em que os social media se massificaram. A afirmação do Twitter enquanto meio de divulgação foi progressiva mas a partir da utilização feita pelo ainda candidato à Casa Branca Barack Obama alterou o cenário até então. Os ‘trending topics’ demonstram bem a capacidade viral de divulgação desta plataforma, que permite simultaneamente a criação de redes sociais tanto pelas ligações entre utilizadores (relação followers/following), conversação ou conteúdo. As redes sociais baseadas em ‘folksonomy’ (‘social tagging’) podem ser uma representação de estruturas que não têm de revelar ligações directas mas podem permitir estudar a propagação de ideias, a dinâmica de laços sociais e marketing viral, assim como analisar as interacções conversacionais como redes de utilizadores que produzem sociabilidade. As redes sociais no Twitter centram-se mais no conteúdo e significativamente menos nas funcionalidades da plataforma.

2. A utilização feita pelos cibernautas é correta? Há um subaproveitamento das potencialidades do Twitter?
As novas ferramentas de ‘Do-it-yourself media’ traduzem novos modos de envolvimento nas redes e estão a substituir as noções tradicionais de cidadania. A arquitectura das conversas em microblogs sobre, por exemplo, as eleições presidenciais de 2009 no Irão são um importante testemunho do ambiente social e complexo da web. No entanto, todas as utilizações são possíveis e fazer julgamentos de valor não faz sentido atendendo à amplitude da ferramenta. Por outro lado, e tal como noutras plataformas, há sempre um grupo mais coeso de utilizadores que manipula de forma mais produtiva (ou seja, atendendo aos seus objectivos) o Twitter. Ainda assim, é evidente que Partilha, cooperação e acção colectiva (Shirky, 2008) são a espinha dorsal das redes sociais online. O Twitter não é excepção. No entanto, estamos a falar de um ‘alvo’ em movimento. Isto significa que temos mais dúvidas
do que certezas: As novas oportunidades estão a criar novas formas de participação e interacção social (novas práticas e novas relações)? Ou, pelo contrário, as diversas plataformas sociais originam uma fragmentação da sociedade digital? O Twitter é claramente uma plataforma com muitas utilizações, mas também permite que os cidadãos tenham uma participação global numa perspectiva social. As novas ferramentas sociais promovem um novo tipo de prática social (orientada a objectos e metadados) e, em certo sentido, de relações sociais.


10 anos de Wikipédia


History of Social Media


XXX INSNA Sunbelt
Análise de Redes Sociais na Internet

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Comunicação apresentada na sessão IberoAmericana (Misc.) no XXX INSNA Sunbelt, Riva del Garda, Itália. 03 de Julho de 2010.

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