CIBERESFERA
Weblog written in portuguese and sometimes in english.
| about social networks, social media, web 2.0 and cyberjournalism
| sobre redes sociais, media sociais, web 2.0 e ciberjornalismo
| blogger: Ines Amaral

ROI in Social Media


(via Brian Solis)


Análise de Redes Sociais de Conteúdos

Comunicação apresentada no III Encontro de Analistas de Redes Sociais, que decorre de 16 a 17 de julho no ICS da Universidade de Lisboa.


Social Media Revolution


Who’s using Twitter & How they’re using it

Eleições presidenciais e novos media

A propósito das eleições presidenciais do próximo dia 23 de Janeiro, foram-me endereçadas algumas questões cujas respostas agora partilho.

1)Quais as potencialidades dos novos media no âmbito das campanhas eleitorais?

Os novos media imprimem às campanhas eleitorais um carácter de tempo real e espaço global. A diluição das fronteiras acarreta consigo essa possibilidade de estar ligado em tempo real, no contexto global, com todos os utilizadores. Daqui decorre que a interacção com os eleitores, aliada à dimensão multimédia dos novos media, pode ser a maior potencialidade no âmbito das campanhas eleitorais. Por outro lado, a esfera de acção para veicular a mensagem deixa de ter fronteiras e permite criar comunidades de interesse e comunidades de prática. O exemplo maior foi obviamente a campanha de Barack Obama para a presidência dos EUA mas, se observarmos a utilização em simultâneo de várias plataformas digitais nas campanhas eleitorais que decorreram no último ano em diversos países europeus ou nas presidenciais de 2010 no Brasil, percebemos que o digital já não é visto como um fenómeno mas uma ferramenta do marketing político.
2)Quais as suas expectativas para as presidenciais, no que diz respeito à utilização dos novos media?

As minhas expectativas não são elevadas. As potencialidades são, de facto, imensas mas é preciso saber utilizar as ferramentas (em simultâneo e de forma convergente e não como um depósito autómato de ideias) e, sobretudo, compreender a quem se dirigir e como.

3)Na sua opinião, qual será a plataforma mais utilizada por cada candidato (Manuel Alegre, Fernando Nobre e Cavaco Silva) e porquê?

Todos os candidatos (à excepção de Defensor Moura) apostaram no Facebook, possivelmente porque é a plataforma social com mais utilizadores (com diversificados perfis). Também as diversas ferramentas que estão disponíveis e a simplicidade de interacção por parte do utilizador podem servir como justificação para esta opção.

4)Qual a avaliação que faz da pré-campanha em curso?

A pré-campanha de Fernando Nobre arrancou centrada no Facebook. Tentaram posteriormente integrar outras ferramentas, mas a rede social continua a ser o centro da candidatura. Há alguma ingenuidade na interpretação dos números, falta de abertura na página do Facebook no que diz respeito à interacção com elementos discordantes (há respostas que um candidato a Presidente da República não pode dar. A não ser que queira ser interpretado como prepotente) e pouca maximização do site – lançado tardiamente. A utilização do Twitter carece de interacção mas tem sido um ponto interessante de publicação de informação relevante sobre o candidato e a sua campanha. A utilização dos novos media por este candidato é feita de forma amadora, mas talvez por isso mais próxima do cidadão comum.

A candidatura de Manuel Alegre centrou-se inicialmente no site. Lançou-se entretanto no Facebook e no Twitter, onde é apresentada informação relevante sobre a campanha numa ponte directa com o site. A informação é mais profissional mas há uma grande falha no que concerne à interacção com os utilizadores. Os novos media são essencialmente utilizados numa perspectiva informativa.

A candidatura de Cavaco Silva apostou numa profissionalização evidente da comunicação digital, integrando vária plataformas e gerindo as comunidades que se vão aglomerando em cada uma. Muito à semelhança do trabalho que a Presidência da República vem fazendo no que concerne à Internet. Aliado a uma perspectiva informativa, o conteúdo multimédia é substancialmente atraente. A aposta é claramente numa cobertura multiplataforma da campanha. É o candidato que faz a utilização mais abrangente e profissional das principais ferramentas de social media. No entanto, a interacção é também muito reduzida, à semelhança da candidatura de Manuel Alegre.

O candidato Francisco Lopes utiliza também os meios digitais de forma integrada: site, Facebook, Twitter (com uma actualização quase pontual) e YouTube. A perspectiva é também meramente informativa. A sua expressão, em comparação com os restantes candidatos, é substancialmente mais reduzida. Atribuo este facto não à sua candidatura poder ter, eventualmente, uma menor expressão no que concerne à comunicação social ou mesmo ao potencial eleitorado, mas antes à entrada tardia no meio digital e a uma campanha mais fechada – tendo o candidato menos visibilidade, os media sociais deveriam ter sido utilizados para uma exponenciação das suas ideias mas não foi o caso, traduzindo-se apenas numa transposição para o online que acredito que dificilmente trará frutos.

Defensor de Moura foi o candidato a chegar mais tarde aos novos media e isso reflecte-se na sua reduzida expressão. Considero que uma boa utilização das ferramentas digitais poderia trazer-lhe uma dimensão um pouco maior. No Facebook tem uma conta privada, o que desde logo “afasta” os utilizadores. Está no Twitter com uma presença quase nula (cerca de 60 followers) e actualizações esporádicas. O site tem alguns erros de palmatória que prejudicam as pesquisas em motores de busca.

De uma forma geral, julgo que a pré-campanha digital não acrescentou nada de novo em termos de utilização dos novos media. Assume-se sim a diferença entre as candidaturas com uma estrutura de comunicação amadora, as que apostaram na profissionalização da comunicação e aquelas que mantêm uma abordagem mais convencional (próxima dos media tradicionais).


5)Esta será uma verdadeira campanha digital?

Não creio. Considero que o digital aparece como uma extensão do offline. Os eleitores ainda não foram convertidos em utilizadores. E não convergir o online com o offline seria um erro crucial dos candidatos. Quem o arriscou de início, percebeu depressa que sem os media tradicionais a sua candidatura estaria vetada à insignificância. Não que alguns milhares de seguidores no Facebook ou no Twitter sejam insignificantes. Mas é preciso aferir quantos desses milhares de seguidores se convertem verdadeiramente em votos no dia das eleições. Na minha perspectiva, é esse o caminho que falta para que as campanhas sejam verdadeiramente digitais.


Redes dentro da rede: conteúdo como laço relacional

[post originalmente publicado no blog do UPLOAD 2.0]

O modelo alternativo e emergente de comunicação promove ambientes sociais que permitem pensar a criatividade e a inovação de forma colectiva. É a “sabedoria das multidões”, como escreveu Surowiecki.

O novo paradigma da comunicação é orientado para a socialização e é baseado em plataformas de social media, redes sociais e conteúdo criado pelo utilizador. Portanto, está centrado no uso social da tecnologia. Tudo é social: conteúdo, distribuição, interacção, práticas, factos, acção. E vão nascendo mais e mais ferramentas que promovem redes sociais baseadas em metadados com novas práticas sociais sustentadas por objectos sociais: ‘like, retweet, digg it’…. A classificação dos conteúdos passou também a estar incorporada e não a ser uma categorização externa. E as ‘hashtags’ estão em todo o lado. No Twitter e não só.

As ferramentas de ‘Do-It-Yourself media’ traduzem novos modos de envolvimento nas redes e estão a substituir até as tradicionais noções de cidadania. A arquitectura das conversas em microblogs sobre as eleições presidenciais de 2009 no Irão, por exemplo, é um importante testemunho do ambiente social e complexo da rede. As novas oportunidades estão a criar novas formas de participação e interacção social com novas práticas e novas relações? Ou, pelo contrário, as diversas plataformas sociais originam uma fragmentação da sociedade digital? Não existe uma única resposta (ou sequer respostas consensuais), mas certo é que o conteúdo se mantém no centro da questão. Seja no contexto de conversação ou não.

A conectividade da rede pode introduzir uma nova modalidade de sociabilidade, já que potencia novas formas de comunicação e interacção. A Web semântica já está a alterar os meios de comunicação social e a paisagem das Internet como a conhecemos. O envolvimento dos utilizadores, os significados, as acções e os contextos sociais em ambientes colectivos são cada vez mais construídos com base na sociabilidade orientada aos objectos.

Num espaço em rede como o ciberespaço, as pessoas transformam-se em nós ligados por informações. Os novos objectos sociais produzem interacções sociais complexas baseadas no conteúdo e metadados. Portanto, as práticas sociais resultam da (re) construção de objectos sociais e as novas relações sociais concretizam-se na ligação entre nós e redes baseadas em ‘folksonomy’ e objectos sociais.

A reciprocidade era o elo principal das redes mas actualmente os metadados são o novo suporte. A nova sociabilidade sem território baseia-se em meios sociais e plataformas de redes sociais e está estruturada para promover a densidade social num continuum. Portanto, o conceito de capital social deve adaptar-se ao novo ecossistema da comunicação e ao ambiente das redes sociais: os laços não podem ser definidos de forma tradicional. Os utilizadores estão agora ligados por laços diferentes nas redes sem escala, que podem ter transformado totalmente a interacção online e a formação de grupos sociais. As novas ferramentas sociais promovem um novo tipo de prática social (orientada a objectos e metadados) e, em certo sentido, de relações sociais. Medir as potenciais audiências pelos métodos convencionais de reciprocidade ou os habituais ‘friends’ pode ser uma falácia, já que a influência e popularidade não se podem aferir apenas pelo número de seguidores. Mais uma vez, o conteúdo mantém-se como elemento central. Já não existe apenas uma audiência mas audiências de audiências, como refere Brian Solis.

Os ambientes em rede (com base na inteligência colectiva e na acção social) promovem um novo tipo de participação social e, consequentemente, novas relações e práticas sociais em que o conteúdo e o seu contexto (conversação, objectos sociais, metadados) se assumem como o elemento central. Isto é a Web 3.0? A Web 2.0 (também) morreu? Web e Internet não são o mesmo… Rótulos à parte, o contexto do conteúdo é o hype do momento. Mas a Internet é um ‘alvo em movimento’ e a Internet móvel pode (outra vez) alterar tudo. Na essência, a utilização estará sempre dependente da interface e das suas funcionalidades. Por isso, as previsões do panorama da Internet social valem o que valem.


Algumas notas sobre o Twitter

Há um mês atrás, a propósito da minha comuncação no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, respondi a duas perguntas de uma aluna de Ciências da Comunicação da UP sobre o Twitter. Aqui ficam as minhas respostas.

1. Qual é o crescimento/afirmação do Twitter como meio de divulgação e de criação de redes sociais?

O ambiente Web 2.0 possibilita a participação política e cultural e promove a formação de redes sociais. Os social media têm transformado a maneira como as pessoas comunicam e interagem online. A implementação desta web social pode ter grande impacto na sociedade e as múltiplas formas de produção participativa digitalmente mediada estão a transformar a paisagem social e os próprios meios de comunicação.
‘Twittering’ é actualmente uma actividade diária para milhões de pessoas. Há muitas apropriações do Twitter. Milhões de pessoas utilizam este serviço de microblogging para interagir com os outros, expressar-se e promover hiperligações externas (através de mensagens manuais ou por processos automáticos, como o Twitterfeed) e as suas ideias.
O grande ‘boom’ do Twitter ocorreu em 2009 – ano em que os social media se massificaram. A afirmação do Twitter enquanto meio de divulgação foi progressiva mas a partir da utilização feita pelo ainda candidato à Casa Branca Barack Obama alterou o cenário até então. Os ‘trending topics’ demonstram bem a capacidade viral de divulgação desta plataforma, que permite simultaneamente a criação de redes sociais tanto pelas ligações entre utilizadores (relação followers/following), conversação ou conteúdo. As redes sociais baseadas em ‘folksonomy’ (‘social tagging’) podem ser uma representação de estruturas que não têm de revelar ligações directas mas podem permitir estudar a propagação de ideias, a dinâmica de laços sociais e marketing viral, assim como analisar as interacções conversacionais como redes de utilizadores que produzem sociabilidade. As redes sociais no Twitter centram-se mais no conteúdo e significativamente menos nas funcionalidades da plataforma.

2. A utilização feita pelos cibernautas é correta? Há um subaproveitamento das potencialidades do Twitter?
As novas ferramentas de ‘Do-it-yourself media’ traduzem novos modos de envolvimento nas redes e estão a substituir as noções tradicionais de cidadania. A arquitectura das conversas em microblogs sobre, por exemplo, as eleições presidenciais de 2009 no Irão são um importante testemunho do ambiente social e complexo da web. No entanto, todas as utilizações são possíveis e fazer julgamentos de valor não faz sentido atendendo à amplitude da ferramenta. Por outro lado, e tal como noutras plataformas, há sempre um grupo mais coeso de utilizadores que manipula de forma mais produtiva (ou seja, atendendo aos seus objectivos) o Twitter. Ainda assim, é evidente que Partilha, cooperação e acção colectiva (Shirky, 2008) são a espinha dorsal das redes sociais online. O Twitter não é excepção. No entanto, estamos a falar de um ‘alvo’ em movimento. Isto significa que temos mais dúvidas
do que certezas: As novas oportunidades estão a criar novas formas de participação e interacção social (novas práticas e novas relações)? Ou, pelo contrário, as diversas plataformas sociais originam uma fragmentação da sociedade digital? O Twitter é claramente uma plataforma com muitas utilizações, mas também permite que os cidadãos tenham uma participação global numa perspectiva social. As novas ferramentas sociais promovem um novo tipo de prática social (orientada a objectos e metadados) e, em certo sentido, de relações sociais.


History of Social Media


XXX INSNA Sunbelt
Análise de Redes Sociais na Internet

View more presentations from Ines Amaral.
Comunicação apresentada na sessão IberoAmericana (Misc.) no XXX INSNA Sunbelt, Riva del Garda, Itália. 03 de Julho de 2010.

Social Media Revolution
(via Paula Grave)


Prosumers


Jornalismo, self media, media sociais e a realidade dos “prosumers”

Apresentação feita no Seminário de Ciberjornalismo do Mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. 20 de Abril de 2009.


Twitter

Paulo Querido vai fazer via Twitter a cobertura da conferência de Tony Blair em Lisboa.


TwitPic

TwitPic – Share your photos on Twitter


[Still]Using video to explain Web 2.0 tools



template credits: scribblescratch.com