CIBERESFERA
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| blogger: Ines Amaral

A world without Google

(via Webmania)


Eleições presidenciais e novos media

A propósito das eleições presidenciais do próximo dia 23 de Janeiro, foram-me endereçadas algumas questões cujas respostas agora partilho.

1)Quais as potencialidades dos novos media no âmbito das campanhas eleitorais?

Os novos media imprimem às campanhas eleitorais um carácter de tempo real e espaço global. A diluição das fronteiras acarreta consigo essa possibilidade de estar ligado em tempo real, no contexto global, com todos os utilizadores. Daqui decorre que a interacção com os eleitores, aliada à dimensão multimédia dos novos media, pode ser a maior potencialidade no âmbito das campanhas eleitorais. Por outro lado, a esfera de acção para veicular a mensagem deixa de ter fronteiras e permite criar comunidades de interesse e comunidades de prática. O exemplo maior foi obviamente a campanha de Barack Obama para a presidência dos EUA mas, se observarmos a utilização em simultâneo de várias plataformas digitais nas campanhas eleitorais que decorreram no último ano em diversos países europeus ou nas presidenciais de 2010 no Brasil, percebemos que o digital já não é visto como um fenómeno mas uma ferramenta do marketing político.
2)Quais as suas expectativas para as presidenciais, no que diz respeito à utilização dos novos media?

As minhas expectativas não são elevadas. As potencialidades são, de facto, imensas mas é preciso saber utilizar as ferramentas (em simultâneo e de forma convergente e não como um depósito autómato de ideias) e, sobretudo, compreender a quem se dirigir e como.

3)Na sua opinião, qual será a plataforma mais utilizada por cada candidato (Manuel Alegre, Fernando Nobre e Cavaco Silva) e porquê?

Todos os candidatos (à excepção de Defensor Moura) apostaram no Facebook, possivelmente porque é a plataforma social com mais utilizadores (com diversificados perfis). Também as diversas ferramentas que estão disponíveis e a simplicidade de interacção por parte do utilizador podem servir como justificação para esta opção.

4)Qual a avaliação que faz da pré-campanha em curso?

A pré-campanha de Fernando Nobre arrancou centrada no Facebook. Tentaram posteriormente integrar outras ferramentas, mas a rede social continua a ser o centro da candidatura. Há alguma ingenuidade na interpretação dos números, falta de abertura na página do Facebook no que diz respeito à interacção com elementos discordantes (há respostas que um candidato a Presidente da República não pode dar. A não ser que queira ser interpretado como prepotente) e pouca maximização do site – lançado tardiamente. A utilização do Twitter carece de interacção mas tem sido um ponto interessante de publicação de informação relevante sobre o candidato e a sua campanha. A utilização dos novos media por este candidato é feita de forma amadora, mas talvez por isso mais próxima do cidadão comum.

A candidatura de Manuel Alegre centrou-se inicialmente no site. Lançou-se entretanto no Facebook e no Twitter, onde é apresentada informação relevante sobre a campanha numa ponte directa com o site. A informação é mais profissional mas há uma grande falha no que concerne à interacção com os utilizadores. Os novos media são essencialmente utilizados numa perspectiva informativa.

A candidatura de Cavaco Silva apostou numa profissionalização evidente da comunicação digital, integrando vária plataformas e gerindo as comunidades que se vão aglomerando em cada uma. Muito à semelhança do trabalho que a Presidência da República vem fazendo no que concerne à Internet. Aliado a uma perspectiva informativa, o conteúdo multimédia é substancialmente atraente. A aposta é claramente numa cobertura multiplataforma da campanha. É o candidato que faz a utilização mais abrangente e profissional das principais ferramentas de social media. No entanto, a interacção é também muito reduzida, à semelhança da candidatura de Manuel Alegre.

O candidato Francisco Lopes utiliza também os meios digitais de forma integrada: site, Facebook, Twitter (com uma actualização quase pontual) e YouTube. A perspectiva é também meramente informativa. A sua expressão, em comparação com os restantes candidatos, é substancialmente mais reduzida. Atribuo este facto não à sua candidatura poder ter, eventualmente, uma menor expressão no que concerne à comunicação social ou mesmo ao potencial eleitorado, mas antes à entrada tardia no meio digital e a uma campanha mais fechada – tendo o candidato menos visibilidade, os media sociais deveriam ter sido utilizados para uma exponenciação das suas ideias mas não foi o caso, traduzindo-se apenas numa transposição para o online que acredito que dificilmente trará frutos.

Defensor de Moura foi o candidato a chegar mais tarde aos novos media e isso reflecte-se na sua reduzida expressão. Considero que uma boa utilização das ferramentas digitais poderia trazer-lhe uma dimensão um pouco maior. No Facebook tem uma conta privada, o que desde logo “afasta” os utilizadores. Está no Twitter com uma presença quase nula (cerca de 60 followers) e actualizações esporádicas. O site tem alguns erros de palmatória que prejudicam as pesquisas em motores de busca.

De uma forma geral, julgo que a pré-campanha digital não acrescentou nada de novo em termos de utilização dos novos media. Assume-se sim a diferença entre as candidaturas com uma estrutura de comunicação amadora, as que apostaram na profissionalização da comunicação e aquelas que mantêm uma abordagem mais convencional (próxima dos media tradicionais).


5)Esta será uma verdadeira campanha digital?

Não creio. Considero que o digital aparece como uma extensão do offline. Os eleitores ainda não foram convertidos em utilizadores. E não convergir o online com o offline seria um erro crucial dos candidatos. Quem o arriscou de início, percebeu depressa que sem os media tradicionais a sua candidatura estaria vetada à insignificância. Não que alguns milhares de seguidores no Facebook ou no Twitter sejam insignificantes. Mas é preciso aferir quantos desses milhares de seguidores se convertem verdadeiramente em votos no dia das eleições. Na minha perspectiva, é esse o caminho que falta para que as campanhas sejam verdadeiramente digitais.


A Internet em números de 2010

No último dia de 2010, o Expresso publicou um interessante trabalho sobre os números da Internet, 20 anos depois de Tim Berners-Lee ter inventado a World Wide Web e no ano em que Chris Anderson declarou a sua morte.

O artigo é acompanhado por um vídeo que relata a realidade de 2009. Podemos observar as diferenças com os números impressionantes de 2010, que mostram a vitalidade da WEB:

> Dois mil milhões de utilizadores activos, segundo um relatório da ITU – Internacional Telecommunications Union
> Segundo as Nações Unidas, 71% da população dos países desenvolvidos já tem acesso à Internet, enquanto que nos países em desenvolvimento o número é de 21%. Na União Europeia os números são também interessantes: 70% dos lares já têm acesso à rede. Em Portugal estima-se que o número ronde os 54%.
> O artigo destaca ainda que existem 2900 milhões de contas de email activas e que durante o mês de Novembro cerca de 3% dos acessos à Internet foram feitos via dispositivos móveis.
> Números impressionantes são também os das vendas da iTunes Store: nos primeiros 7 anos de existência (Abril 2003 a Fevereiro de 2010) foram vendidas 10 mil milhões de músicas.
> Apenas em 2010 o YOUTUBE contabilizou 13 milhões de horas de vídeo submetidas e o filme “AVATAR” foi descarregado ilegalmente, através de peer-to-peer, mais de 16 mil milhões de vezes.
> A 5 de Março de 2010 o Twitter, fundado em Julho de 2006, registou o marco de 10 mil milhões de mensagens e a rede social Foursquare contabilizou no final do ano 5 milhões de utilizadores registados.
> Os jogos sociais, como o Farmville, registam 45 milhões de utilizadores activos e ainda um número que merece grande destaque: 43% dos conteúdos jornalísticos publicados na WEB são partilhados através de sites de rede social e media sociais.


Is Google a monopoly?

is google a monopoly

(via Webmania)


MOJO na Serra da Estrela

Decorreu este fim-de-semana na Serra da Estrela um encontro sobre Jornalismo e Redes Móveis. Vale a pena consultar os tweets com a hashtag #1em, o blog do Encontro e o moblog de Miguel Martins, jornalista do Expresso.


#Jacko = web “temporarily overloaded”

Transmedia

Henry Jenkins, director of Comparative Media Studies Program at MIT, discusses “transmedia” – the media change. Technologia and culture(s) are converging and drawing a new media landscape. Very interesting video (and perspective).

Henry Jenkins on Transmedia – November 2009 from niko on Vimeo.


The future of news?

Us Now

Us Now from Banyak Films on Vimeo.

«A film project about the power of mass collaboration, government and the internet. (…)
In a world in which information is like air, what happens to power?
»


Quando o Twitter é mal utilizado como fonte de informação

O Diário de Notícias publicou este sábado uma notícia em que dá conta de uma “polémica” entre o Expresso e a TVI. O Twitter foi a fonte de informação e o jornalista cita alegadas declarações do director do Expresso, Henrique Monteiro, no serviço de microblogging. Faltou a preocupação de confirmar a informação e, por isso, a notícia que saiu é falsa.

A origem da notícia do DN foi um retweet que Henrique Monteiro fez de algo que eu escrevi, dirigindo-me a si [@ciberesfera: @HenriquMonteiro confesso que achei mto estranho. de facto é miserável… “]. Desconhecendo o funcionamento do Twitter, o jornalista citou um RT como uma afirmação do director do Expresso. E errou.

GLOSSÁRIO:

Retweet = “ significa ReTransmitir 1 mensagem de alguém, citando a autoria” [via Twitcionário do TwitterPortugal]


Em Estágio

Em Estágio é o novo blog do jornal Público. Este espaço é alimentado por estagiários em funções nas redacções deste órgão de comunicação e proposta é a de «analisar o trabalho jornalístico pelos olhos daqueles que começam agora a exercer a actividade. Questões éticas e deontológicas, dificuldades que se encontrem no decorrer das funções, ou mesmo reflexões sobre a actualidade são o tipo de assuntos que o “Em estágio no PÚBLICO” se propõe abranger.»

Reflexões sobre a actualidade, rotinas e a experiência de trabalhar numa redacção já estão disponíveis nos (ainda) escassos posts que o blog apresenta. A ideia parece-me muito interessante e a seguir atentamente, já que serve um duplo propósito: responsabiliza os autores (já que os sujeita a escrutínio público) e incentiva a partilha de impressões (numa fase em que os novos jornalistas geralmente são um misto de emoções).


H1N1 Swine Flu Map (Google Maps)


View H1N1 Swine Flu in a larger map

(continuous updating) (via Jornalismo e Internet)


El futuro de Internet (Simón Hergueta)

[internal] Latest news

Ainda Obama



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