CIBERESFERA
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Formação em Jornalismo/Comunicação

A minha opinião sobre a formação académica em Jornalismo/Comunicação publicada no blog LabForm – projecto de Sandra Marinho e Pedro Coelho com o objectivo de “debater pontos de vista, experiências de ensino e ideias para novos formas de ensinar/aprender Jornalismo”.

A formação académica em Jornalismo/Comunicação é essencial para o exercício da profissão. A articulação entre uma formação teórica sólida combinada com a componente prática tem de ser a base para os futuros jornalistas. Naturalmente que o cruzamento com outras áreas do saber não deve ser esquecido. E as Ciências da Comunicação são, por excelência, um campo interdisciplinar que problematiza de forma integrada os desafios que se colocam ao Jornalismo. Numa era em que a instantaneidade e a mobilidade dominam uma cada vez mais complexa sociedade, é impossível pensar a formação do Jornalismo meramente técnica ou desgarrada do complexo universo da Comunicação.

É hoje utópico pensar o ensino do Jornalismo/Comunicação sem a tecnologia. Excluindo obviamente um determinismo tecnicista, não concebo o ensino do Jornalismo/Comunicação sem recurso às novas tecnologias de uma forma integrada, tanto no domínio prático como no teórico. A utilização da tecnologia não é apenas uma exigência do mercado. É uma exigência global que nos permite expandir o conhecimento e a técnica da sala de aula para a rede e vice-versa.

Assumindo que as fronteiras entre a produção e a recepção são cada vez mais ténues, a universidade serve para dar aos futuros jornalistas uma sólida base prática que permitirá o exercício da profissão. Mas não há prática sem teoria. É impossível que a prática não reflita as bases fundamentais do Jornalismo. A universidade é, por excelência, um espaço de conhecimento. E é na universidade que os futuros jornalistas devem refletir de forma interdisciplinar sobre a sua futura profissão e o seu vasto contexto.

Há (ainda) quem defenda que a formação de um jornalista deve passar por outras áreas do saber. Na minha perspetiva, uma especialização noutra área será sempre complementar a uma formação de base em Jornalismo/Comunicação. A “tarimba” é importante e será sempre importante. Mas não substitui a formação. Teremos sempre os argumentos de que “antes era de outra forma”. Sem dúvida que sim. Não existia formação em Comunicação e as redações foram a formação de muitos jornalistas que, felizmente, reconheceram a importância da universidade e são hoje professores.

Nos tempos da faculdade, um professor (e jornalista) dizia-nos muitas vezes que não se ensinava a fazer Jornalismo mas a pensar sobre o Jornalismo e como fazer Jornalismo. Não tenho nenhuma dúvida de que é esse é o papel da universidade. Fornecer ferramentas para uma formação sólida que permita a simulação da prática de forma reflectida e problematizada.

As exigências do mercado de trabalho implicam a integração da prática simulada na formação académica. A integração num mercado de trabalho competitivo implica que os futuros jornalistas sejam capazes de se adaptar a um sector que está em permanente mutação. A universidade tem de ser capaz de dar uma resposta objetiva a estas exigências através de unidades curriculares práticas que potenciem a aquisição de experiência e competências em ambiente de trabalho simulado. No entanto, e porque o contexto de formação assim o permite, os laboratórios devem promover uma prática reflexiva da teoria. A formação académica em Jornalismo/Comunicação deve combinar a formação prática avançada com uma reflexão aprofundada sobre processos, conteúdos e produtos jornalísticos.

A articulação entre a Academia e a profissão parecem-me um requisito da formação em Jornalismo/Comunicação. Esta ligação pode e deve acontecer pela integração de profissionais no corpo docente, desenvolvimento de atividades curriculares com meios de comunicação social, assim como pela promoção de estágios extracurriculares. Considero que os estágios curriculares devem ser repensados. A inserção no contexto profissional não pode ser feita apenas em três meses, pelo que me parece absolutamente essencial que a formação prática dos futuros jornalistas seja complementada neste período. O estágio não pode ser o primeiro contacto com a prática. De forma alguma. Neste sentido, julgo que o estágio curricular deve ser mais um passo na formação dos jornalistas, dando continuidade a uma formação sólida.

Inês Amaral


Data Visualization for All | Simple Book Production

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Source: epress.trincoll.edu

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Tech Girls: “Save The Internet / The Internet Saves”

2014 Google Personal Democracy Fellowship

“Google and Personal Democracy Media are teaming up to offer registration and travel fellowships for women working in civic technology to the 11th annual Personal Democracy Forum, June 5-6, 2014 at NYU’s Skirball Center.

This year’s theme is “Save the Internet | The Internet Saves,” focusing on the ways people can work together to keep the Internet open for free speech and association, and how the Internet itself helps make society and civic life more open, participatory, and innovative.

For the 2014 Google PDF Fellowship, we’re looking for 15 women who are working to keep the Internet open or working on ways the Internet makes democracy stronger, or both.

To apply, take a few minutes to fill out the application form by 12 noon EST on Thursday May 1, 2014 to tell us more about yourself and how you’re thinking bigger.

Fellowships cover the full registration costs and include a meal with Googlers during the conference and possible partial travel stipends. All applicants will receive notifications regarding decisions by May 9, 2014.”

Application form here

 


Liberdade: o papel das novas tecnologias

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The Effects of Typography on User Experience & Conversions

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“Typography is the detail and the presentation of a story. It represents the voice of an atmosphere, or historical setting of some kind.
See on www.business2community.com


A Framework for Building a Design Practice

See on Scoop.itDesign that matters

Don’t just do design, practice it.(RT @SaintSal: Got me thinking – A Framework for Building a Design Practice http://t.co/c5wK16afD4 /by @verneho cc @stueccles @agrun @founde…)…
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New Detailed Taxonomy Wheel for Teachers ~ Educational Technology and Mobile Learning

See on Scoop.itDigital Learning and Literacy

New Detailed Taxonomy Wheel for Teachers http://t.co/noesVJEieu #elearning #qr8-13
See on www.educatorstechnology.com


10 Things You Should Know About Design and Desi…

See on Scoop.itDigital Learning and Literacy

Design thinking is a process. There is no straight line from point A to point B.
See on www.scoop.it


Google Will Soon Launch Google Web Designer, A …

See on Scoop.itMedia – Traditional and Online Media

Google will soon launch Google Web Designer, an HTML5 development tool for “creative professionals.” The service, Google says, will launch within “the coming months” and is meant to “empower creati…
See on www.scoop.it


10 digital tools journalists can use to improve their reporting, storytelling | Poynter.

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Create. Inform. Engage.| Journalism training, media news & how to’s (10 #digital tools journalists can use to improve their reporting, #storytelling (via @Pocket) http://t.co/D8Wzg7HvlD #journalism…
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Interactive Screenshot Ads

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Screenshot Ad – Advertising efforts in the automotive industry have typically been concerned only with design and slow motion visuals, but this interactive scree…
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Why I

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GOOD is a global community of people and organizations working towards individual and collective progress. (STREET ART THAT GROWS NYC is innovating urban design through green guerrilla installations.
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Escola de Verão SOPCOM 2012

A Escola de Verão SOPCOM 2012, promovida pelo Grupo de Jovens Investigadores, decorreu de 9 a 13 de julho no ISCSP e foi uma iniciativa de sucesso. Enquanto elemento da organização, quero registar aqui a dedicação da equipa, a interessante participação dos formandos e o excepcional empenho dos formadores. Foi um projecto que se iniciou há muitos meses e que culminou com esta semana de trabalho intenso e proveitoso. Na minha perspectiva, o balanço é muitíssimo positivo. E está aberta a porta a mais iniciativas deste âmbito. Aguardemos…


Ideias sobre a sociabilidade na rede (e em rede)

Em Outubro respondi a uma entrevista sobre a sociabilidade no ciberespaço. Publico agora no blog três das perguntas e respectivas respostas.

> Como avalia a interação das pessoas com a internet? Existe realmente uma relação de dependência do ser humano para com o ciberespaço? Se sim, como se dá essa dependência?
Julgo que a possível dependência está directamente relacionada com o tipo de interacção e experiência que o indivíduo tem com a rede. O tipo de dependência depende exactamente disso. Existe dependência que todos reconhecem na utilização de jogos sociais como o Farmville mas também de aplicações de Comunicação Mediada por Computador como o Messenger, por exemplo. Por outro lado, a grande dependência não é muitas vezes interpretada como isso mesmo e está directamente relacionada com as ideias de mobilidade/portabilidade, imediatismo/tempo real e interactividade. Na minha opinião, a dependência dissimulada existe na utilização permanente de dispositivos que permitem aceder à Internet em qualquer lugar. Interagir e procurar informação são os pontos centrais do indivíduo na utilização da rede, a dependência começa a ser evidente quando interfere de forma preocupante na vida da pessoa – procura de informação sobre saúde, por exemplo, para obter diagnóstico sem consultar médico. No entanto, existe uma dependência que julgo não ser preocupante a esse nível mas que é formadora e pode claramente ser deformadora: as pessoas já não vão à rede, elas vivem em rede; isso pode alterar a vida da pessoa de uma forma substancialmente vazia. A actualização permanente do status do Facebook ou a preocupação excessiva em publicar tudo o que se passa no Twitter são um exemplo de experiências que podem ser vazias de conteúdo e repletas de transtornos ao nível da forma. Por outro lado, esta dependência da velocidade não tem de ser necessariamente um mal. Pelo menos um mal maior. Porque o acesso à informação passa pela rede. Disso julgo que já ninguém duvida e a mudança está a fazer-se nesse sentido. Nesta fase há excessos. A massificação de cada um dos meios anteriores já havia mostrado que assim é. A fase das dependências negativas em termos sociais só pode ser medida numa abordagem mais consensual depois do período dourado da Web 2.0.


> Concorda com a ideia de que hoje as pessoas tem acesso a diversas informações diariamente, mas não param para refletir sobre a maioria delas?

Sim e não. A Internet é uma imensa teia e é muito fácil que os percursos sejam enviesados logo no primeiro link. Sem dúvida. No entanto, a falta de reflexão sobre o mundo e a relação com este não é sinónimo de Internet. Vem da cultura de massas e dos meios de comunicação de massas. Não pelo excesso de informação mas antes pela forma da mensagem. No caso da Internet acredito que influência existe mais ao nível da rapidez, mas a própria mensagem pode também enviesar o processo de comunicação e de reflexão. Tudo se centra numa única questão, que se agravou significativamente com a Internet: a necessidade de aprender a lidar com os media. É que o conceito de media foi completamente alterado com a rede: um indivíduo transformou-se num médium. É a era de EMEREC: o receptor é simultaneamente emissor. E é preciso ensinar as pessoas a lidar com isso. E, já agora, os meios de comunicação profissionais também.

> Como acha que o dinamismo trazido pela internet e a avalanche diária de informações está moldando a geração de jovens? Esse fator torna essa geração diferente das outras em relação a maneira de pensar e interagir com o mundo?
Actualmente, no ciberespaço convivem imigrantes digitais com nativos digitais. No mundo offline convivem imigrantes digitais com nativos digitais, mas também com analfabetos digitais e ainda analfabetos digitais funcionais (aqueles que têm acesso mas não sabem utilizar a tecnologia). A diferenciação entre gerações, em termos de faixas etárias, varia por país mas julgo que é evidente que os nativos digitais têm um relacionamento com o mundo diferente. Cresceram com acesso à tecnologia e não concebem a sua interacção com o mundo sem acesso à rede. Essa forma de estar não tem a ver com uma gestão eficaz das informações ou do próprio dinamismo. Pode existir ou não. Mas é uma evidência que existe o chamado “generation gap”.  Não tem a ver só com a educação e a formação. A forma como percepcionamos o mundo, os outros e nós próprios está directamente relacionada com a Tecnologia. As consequências dessa mudança de pensamento ainda não são visíveis. Julgo que só o serão quando a primeira geração de nativos digitais chegar ao poder nas sociedades info-incluídas. As notícias que vamos tendo são preocupantes, como o cyberbulling. Mas estou piamente convencida que não são ainda suficientes para um julgamento correcto. A adolescência também é digital, agora. O problema é que o digital é global e as consequências são tremendas e, pior ainda, o efeito de imitação e bola de neve é gigantesco.


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