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O lápis azul de Angola – há 16 anos era assim

Textos, textos e mais textos. Basicamente a minha vida tem mais textos do que dias. Hoje, ao arrumar uma série de ficheiros, encontrei um texto que escrevi há quase 16 anos. Em Junho de 2000, mais precisamente. Por tudo o que se passa hoje, 16 anos depois que aparentemente não passaram, decidi publicar aqui o texto.
A 11 de Novembro de 1975 nascia a maior esperança africana – a República Popular de Angola. Agostinho Neto proclamava a independência e punha fim aos anos do colonialismo repressivo português. Vinte e cinco anos depois, assiste-se em Angola à morte da dignidade e da liberdade de um povo.

Nos últimos vinte anos, a comunidade internacional tem vindo a assistir à destruição de Angola. Os inconfessáveis interesses de grupos e o turbilhão da Guerra Fria revelaram a fraqueza de um projecto independente de afirmação nacional. Morto o projecto, hoje resta um povo que vive no silêncio e no esquecimento. As vozes que assistem à forma como as pessoas vão perdendo a esperança, apontam o dedo aos culpados. Mas a realidade do jornalismo angolano é bem mais complexa.

A censura em Angola remonta ao colonialismo português. Após a independência da antiga província ultramarina, o sonho de um país autónomo e livre tornou-se um pesadelo para os homens que fizeram a revolução e a viram ser-lhes tirada. O jornalismo angolano independente assume hoje uma luta para defender a liberdade a que tem direito.

Com o fim dos acordos de paz de Lusaka, em 1998, o retorno da guerra civil matou mais de meio milhão de pessoas e devastou a economia do país. A imprensa não escapou ilesa e, em Janeiro de 1999, o governo angolano impôs um “blackout” jornalístico no que respeita a notícias acerca da UNITA. Num comunicado divulgado via rádio, o Ministro da Informação, Hendrik Vaal Neto, afirmava que os jornalistas não se devem referir à guerra, para não semear no medo na população. No entanto, os media do governo continuam a difundir relatórios que minimizam as acções do exército estatal e caracterizam o líder da UNITA, Jonas Savimbi, um criminoso de guerra.

A Constituição da República Popular de Angola, consagra a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa nos artigos 32 e 35. No entanto, os seis jornais e as cinco rádios independentes que resistem em Angola são alvos de um novo “lápis azul”. Mas os sinais de desrespeito da lei e da Declaração Universal dos Direitos do Homem são também visíveis na comunicação social controlada pelo governo do MPLA e pela UNITA.

As represálias de parte a parte têm-se sucedido e, segundo o Comité de Protecção ao Jornalista, se o governo angolano evoca a antiga lei colonial que sanciona crimes contra a segurança do estado, o papel da UNITA na censura dos media independentes é ainda uma incógnita. Reginaldo da Silva, jornalista freelancer angolano, lembra que “a UNITA não tem necessidade de censurar porque o MPLA já se encarrega de o fazer. A UNITA ganha a guerra. Pelo menos a da censura”.

Recentemente, o mundo esteve com os olhos postos em Angola, para assistir ao julgamento do jornalista freelancer Rafael Marques, acusado de difamar o Presidente José Eduardo dos Santos, no seu artigo “O bâton da ditadura”, publicado no semanário independente “Agora”.

Marques foi preso em Outubro de 99 e esteve detido quarenta e cinco dias, o que não é permitido pela lei angolana. Acusado de crimes contra o estado, ao abrigo da antiga lei colonial 7/78, o jornalista entra em greve de fome, o que chamou a atenção da comunidade internacional.

No Tribunal de Província de Luanda, Aguiar dos Santos, director do jornal “Agora”, António Freitas, repórter do mesmo jornal, e Rafael Marques, autor do polémico artigo, são julgados por Joaquim de Abreu Cangato – um agente da polícia secreta angolana, sem formação legal. Luís Nascimento, advogado de Rafael Marques, entra com um recurso no Supremo Tribunal por não reconhecer a legalidade do processo e apela à defesa da verdade dos factos. Em protesto por lhe ter sido negado o direito a recurso, o advogado abandona a sala do tribunal. O juiz suspende a licença profissional de Nascimento por seis meses, mas é a Ordem dos Advogados que, por lei, tem poder para tomar essas decisões.

A 31 de Março, Rafael Marques é condenado a seis meses de prisão efectiva e a pagar uma multa de três mil contos por crimes contra a segurança do estado, por difamar o Presidente José Eduardo dos Santos e o Procurador Geral da República, acusação que, até então, nunca havia sido referida. Aguiar dos Santos foi condenado a dois meses de prisão, e António Freitas foi absolvido. No mesmo dia, em Lisboa, centenas de angolanos, que se manifestavam em frente à embaixada de Angola, gritavam palavras de ordem como “MPLA/UNITA deixem a nossa Angola florir”.

O Open Society Institute (OSI), uma organização sem fins lucrativos criada pelo investidor e filantropista George Soros (da qual Rafael Marques é o representante em Angola), condenou as irregularidades legais cometidas contra o jornalista: “a ausência de uma protecção mínima processual retira a esta acusação qualquer legitimidade e levanta sérias dúvidas sobre o compromisso do governo angolano em cumprir a lei e a liberdade de imprensa”. Confrontado com comunicado do OSI , José Leitão – assessor de José Eduardo dos Santos, argumentava que a sentença havia sido branda, tendo em conta que “os jornalistas ditos independentes estão obcecados em destruir o regime”.

O caso de Rafael Marques não está isolado no contexto angolano. José Manuel Alberto, José Cabral Sande, William Tonet, Josefa Lamberga, Joaquim Alves, Lara Pawson, Herculano Coroado Bumba, Machado Irmão, Paulo Julião, Laurinda Tavares, Filipe Joaquim, António Jaka, Emanuel da Mata, Reginaldo da Silva, Isaías Soares, Anicete dos Santos, Abel Abrão, Florentino Setila, Gilberto Neto, Maurício Cristóvão, André Domingos Mussamo, Aguiar dos Santos, António José Freitas, Gustavo Costa, Alves Fernandes, José Amorim e Francisco Lopes, são apenas alguns nomes de jornalistas independentes e correspondentes de medias estrangeiros – em particular de portugueses e norte-americanos , que viram violados os seus direitos desde Janeiro de 99. Para além dos jornalistas independentes, também é do domínio público que a delegação da RTP em Luanda tem sido alvo de permanentes ameaças e assaltos, levados a cabo por desordeiros não identificados. Cândida Pinto, jornalista portuguesa da estação de televisão SIC, está impedida, por ordem expressa do governo angolano, de entrar em Angola. A própria TPA (Televisão Popular de Angola) e a Rádio Nacional – órgãos governamentais, têm sofrido grandes pressões, tendo-lhes mesmo sido confiscados os arquivos. A Rádio Ecclesia, a Rádio Morena e os jornais “Agora”, “Folha8”, “Actual Fax” e “Angolense” são sujeitos, diariamente, a uma “apreciação” das páginas a publicar feitas por agentes do Departamento Nacional de Investigação Criminal (DNIC).

No último ano, o caso mais gritante foi o de Maurício Cristóvão, um jornalista de 24 anos da Rádio 5, o canal de desporto da Rádio Nacional, morto numa emboscada por um grupo de homens não identificados. Uma semana depois do assassinato de Cristóvão, num encontro com Avelino Miguel – secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), o Procurador Geral da República assegurava que o governo reconhece “o valor e os benefícios da imprensa num estado democrático”, e que preza o papel da imprensa na “permanente luta contra todas as formas de ilegalidade em geral e de crime em particular”. Mas, numa conferência de imprensa, o Ministro da Informação Vaal Neto ameaçava mesmo “recorrer à violência” contra os media independentes que não apoiassem o exército governamental na luta contra a UNITA. Neto acusou ainda alguns jornais de serem “a quinta coluna do movimento de Jonas Savimbi”.

Durante um debate parlamentar, em Janeiro, um deputado do MPLA, Mendes de Carvalho, ameaçou de morte o jornalista Rafael Marques, caso este continuasse a escrever artigos críticos ao governo. Mas, quando em Fevereiro o Parlamento Europeu condena por unanimidade a forma como a liberdade de expressão e de informação tem sido silenciada em Angola, o governo de José Eduardo dos Santos reage abruptamente. Em resposta ao PE, emite um comunicado onde afirma que “o governo angolano despreza pessoas como o Dr. Mário Soares, cujas ligações políticas e ideológicas com o criminoso de guerra Jonas Savimbi são bem conhecidas. Essas pessoas que beneficiam da sua credibilidade, influenciaram o Parlamento Europeu a chegar a conclusões infundadas”.

A Kwacha – agência noticiosa da UNITA, tem vindo a relatar alguns casos de censura e violação dos direitos humanos, garantindo que o “Presidente Savimbi está solidário com os jornalistas”. A Angop – agência de notícias do governo, por sua vez, divulga diariamente declarações que Jonas Savimbi presta na Rádio “Voz do Galo Negro” (estação de rádio da UNITA), em que ameaça matar brancos e mestiços e “cortar as pernas dos jornalistas”. É neste contexto que se torna quase impossível discernir os factos verdadeiros dos fictícios em Angola. E mesmo na era da globalização, o contacto com o jornalista angolano quase não existe, já que a desconfiança é hoje a sua maior aliada.

Na guerra de palavras, “é impossível filtrar a verdade”, diz Reginaldo da Silva, que não esquece André Domingos Mussamo, um jornalista da Rádio Nacional e correspondente do jornal independente “Folha8”. Mussamo está preso desde Dezembro, acusado de crimes contra a segurança do estado. Quando foi detido, o jornalista estava ferido, na sequência de um acidente de automóvel. Os cuidados médicos foram-lhe negados, assim como o direito a receber visitas. Rafael Marques, eterno “inimigo” do governo, conseguiu, ao fim de muitas tentativas, entrar na cadeia de Cuanza do Norte, em N’Dalatando. Num relato impressionante, Marques descrevia Mussamo como “o rosto da liberdade atrás das grades”.

Perante a manipulação de informação típica de uma guerra, os jornais e as rádios independentes expõem a censura de que são alvos publicando páginas em branco e passando noticiários silenciosos. Os jornalistas ao serviço do MPLA e da UNITA são também fortemente censurados, sendo uns presos e processados, outros desaparecidos e alguns até assassinados, por desordeiros não identificados.

Diz, quem sabe, que “o lápis azul de Angola” tem balas.

Inês Amaral. Junho de 2000.

Estávamos em 2000. A guerra não tinha terminado. Savimbi era vivo. A prisão de Rafael Marques despertou-me para uma realidade que nunca mais me deixou. Nem eu a deixo.

Recuperar um texto de 16 anos e constatar que o que mudou, com a excepção da guerra, foi para pior é uma enorme dor de alma.

#liberdadejá para Angola, para os presos políticos angolanos, para o povo angolano. 36 anos é MUITO!

Voltarei ao tema “Liberdade Já” muito em breve.

 

[post publicado inicialmente no Aventar]


O tabu do tabu

Fazer uma reportagem com um ângulo definido e não procurar o outro lado é mau jornalismo. O Público este domingo, com o apoio da Fundação Francisco Manuel dos Santos, estreia a “Série Especial: Racismo em português” com a reportagem “Ser em africano em Cabo Verde é um tabu”. Não porque seja mentira que Cabo Verde, na generalidade, não quer ser África. É verdade. Mas a identidade cabo-verdiana existe e está bem vincada, nas nove ilhas habitadas. A generalização de África, enquanto continente, a uma única cultura (a dita “africanidade”) é a típica visão ocidental. Mas agora os ocidentais querem quebrar o tabu. E caíram no perigo da história única, que Chimamanda Ngozi Adchie explica tão bem. Entramos, portanto, na era do tabu do tabu.

A escritora nigeriana Chimamanda Adchie explica muito bem o perigo da história única. Basta começar a história por onde queremos e não vermos as diferentes perspectivas. “Se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, corremos o risco de um erro crítico”. Tratando-se de um trabalho jornalístico, o caso é ainda pior. Leia-se, por isso, o lead da reportagem do Público: “Cabo Verde não é África, os cabo-verdianos são “pretos especiais” e os mais próximos de Portugal. É o país da mestiçagem, a “prova” da “harmonia racial” do luso-tropicalismo. Durante anos esta foi a narrativa dominante. Ser ou não ser africano ainda continua como ponto de interrogação.

Respeitando os testemunhos ouvidos, fica evidente que há uma posição e um ângulo de abordagem definido, fechado. Todo o trabalho vai no sentido de lhe dar resposta. Ler que a Educação ou a Saúde estão desfasados do país e não ler absolutamente nada sobre os números que contrariam esse argumento é assustador. Isto não é jornalismo. Eu também não vou fazer jornalismo, mas dar a minha opinião. Conheço relativamente bem, julgo que se pode dizer assim, o país. Venho cá há praticamente 20 anos. Tenho grandes amigos cabo-verdianos. Li e leio muito sobre o país. O meu tio-avô teve um papel preponderante na Educação em Cabo Verde, aquando das “duas independências”.

A democracia, a Educação e a Saúde são elementos que não estão desfasados do país. Não é porque Cabo Verde não segue a política dos países africanos que isso se traduz em racismo. Ter identidade própria não significa que a cor da pele distinga as pessoas. Neste arquipélago não distingue. É essa mestiçagem, de séculos, com uma cultura muito própria que cria a identidade deste país. E isso não é sinónimo de recusa total da africanidade mas da criação de um país próprio.

A reportagem seria muito mais rica que se contasse a História de Cabo Verde pós-independência, até 1990 literalmente debaixo do jugo da Guiné-Bissau, fruto da política do partido único. A reportagem seria muito mais rica se contasse a história da diáspora cabo-verdiana, que muito contribui para a mestiçagem e para uma identidade própria. A reportagem seria muito mais rica se contasse o papel dos holandeses nas ilhas e, actualmente, dos italianos. A reportagem seria muito mais rica se sequer falasse na questão dolorosa, bem sei, dos retornados – é que não há de Cabo Verde a não ser uns pides, as autoridades fascistas e pouco mais. A reportagem seria muito mais rica se fosse a cada canto perguntar quem é Amílcar Cabral, que todos sabem ser o pai do país. A reportagem seria muito mais rica se contasse os problemas que Cabo Verde enfrenta com o narcotráfico da Guiné-Bissau, Guiné-Conakri e Senegal. A reportagem seria muito mais rica se mostrasse a capacidade da Saúde no país (eu estava em Cabo Verde quando o Ébola ameaçou África. Cabo Verde foi o único país capaz de activar o protocolo de segurança em menos de 8 horas). A reportagem seria muito mais rica se explicasse os níveis de literacia, tão elevados para África, e motivo de natural orgulho. A reportagem seria muito mais rica se contasse a evolução que permitiu níveis de esperança de vida tão elevados num país onde nada há no chão. A reportagem seria muito mais rica se explicasse que nunca existiram etnias em Cabo Verde, um dos elementos base da africanidade.

A reportagem seria muito mais rica se não tivesse vindo à procura de algo que assumiu como verdadeiro mas se procurasse perceber a realidade do país. A começar pela sua História, que é diferente da maior parte dos países africanos. A começar pelos níveis de democracia, educação e saúde (adequados e nada desfasados. Basta entrar numa escola, numa universidade, num hospital ou numa farmácia), e mesmo de corrupção e criminalidade (baixos), que batem os índices de qualquer país com as mesmas condições de vida ou até melhores.

Cabo Verde tem muitos defeitos. Todos os países têm. Todos os povos têm. Mas tem duas coisas que poucos povos têm: memória e identidade. É claro que, em democracia há espaço, para todas as diferenças. E claro que há movimentos africanistas. Poucos, mas há. Agora falar de racismo em Cabo Verde implicaria regressar a 1460 e depois acelerar o passo para o regime salazarista e para os 15 anos de domínio da Guiné. Racismo não é não assumir, à força, uma cultura que não é a sua. Claro que as culturas e as identidades são dinâmicas, e estão em permanente mutação. Mas acusar de racismo, o sistema típico do opressor, um país que foi oprimido por outros dois parece totalmente ilógico. Tão irracional que custa a acreditar que foi publicado no jornal Público.

Unidade, Trabalho e Progresso são o lema de Cabo Verde. Quem vê racismo com base na cor da pele nesta terra, vê só o que quer ver e não a realidade. Quem não entende a recusa da africanidade por oposição a uma identidade de unidade, não entende a realidade deste país. A reportagem ficaria muito mais rica se o comandante Pedro Pires tivesse sido entrevistado. Ou qualquer outro/a guerrilheiro/a. Porque Cabo Verde não teve guerra mas fez a guerra na Guiné. E teve no país uma intervenção muito forte por parte da população. Quem quer continuar a fingir que Cabo Verde não teve um papel importante na luta pela independência das ex-colónias portuguesas, não sabe nada da História do país.

Escamotear a verdade em torno de chavões que chocam não é jornalismo. Lamento muito, Público. Lamento mesmo muito. E estou ansiosa por ler as restantes reportagens da série. Deduzo que o ângulo de abordagem seja o mesmo.

[A propósito ou a despropósito: é a minha estreia no Aventar. E escrevo precisamente de Cabo Verde]

 

[Post inicialmente publicado no blog Aventar]


O debate nos media digitais

Os media profissionais optaram por utilizar as redes sociais e os seus sites para acompanhar quase em tempo real o debate.

  • Público

O jornal Público criou uma página para relatar “ao minuto” o debate publicando opiniões de convidados, intercalados com tweets. Um formato diferente e interessante. Até às 12h, a interacção com este conteúdo tinha gerado 6 comentários e 92 partilhas. No Facebook publicou apenas um post a remeter para o link do relato quase em tempo real, com a hashtag #legislativas2015 e a gerar pouca interacção. No Twitter surgiram dois posts a linkar para o resumo ao minuto e com as hashtags  e .

  • Expresso

O Expresso publicou vários artigos no site sobre o debate. Fact checking, relatos das intervenções dos candidatos e um especial de análise ao minuto – análise da redacção e comentários dos leitores. Um formato também diferente e interessante. Aqui as hashtags também ficaram de fora e a redacção foi remetendo para links do próprio site. No Facebook foi mais escassa a intervenção do Expresso, havendo publicações contínuas sobre diversos assuntos. Como habitualmente (a página utiliza com grande regularidade, para indexar conteúdos), foram utilizadas as hashtags #ExpressoPolitica #Legislativas2015. No Twitter a actividade foi mais intensa, com recurso a feeds para publicação de artigos do site, com retweets das contas de jornalistas do jornal (essencialmente Martim Silva) e promovendo o comentário dos utilizadores no live blog. Ao longo da manhã, o Twitter do Expresso manteve também a publicação de outras notícias que marcam a actualidade. O Expresso está também a publicar opiniões de comentadores, e a replica-las nas redes.

  • Diário de Notícias

O jornal seguiu o formato do “resumo ao minuto“, fazendo destaque (manchete principal) na página mas não publicou outras peças sobre o debate. No Facebook, com uma interacção reduzida por parte dos utilizadores, foi publicando posts de “Siga ao Minuto”, remetendo para o link do site. No final do debate, republicou o link já com a análise final. No Twitter manteve a estratégia dos feeds que remetem para links do site, sendo que o streaming da conta mistura conteúdos sobre o debate entre muitos outros. A indexação de conteúdo não fez parte da estratégia.

  • SIC Notícias

O canal optou por uma estratégia de convergência cruzada com o Expresso, utilizando a página do Facebook para remeter para um artigo do site do jornal. Na sua página oficial na rede social, publicou apenas uma peça no seu site com um pequeno resumo audiovisual do debate. As interacções não são expressivas.  No site até às 12h30, só estava publicada essa mesma peça. No Twitter manteve a estratégia dos feeds que remetem para links do site, sendo que o streaming da conta mistura o único conteúdo sobre o debate com muitos outros. Indexar conteúdos com hashtags não fez parte da estratégia da SIC Notícias.

  • RTP

No Facebook a estação pública optou por colocar apenas um link para a emissão online. O mesmo aconteceu na conta do Twitter mas com três posts a apresentar os links diferentes onde a estação estava a difundir o debate. No site o principal destaque vai para a entrevista com Pedro Passos Coelho desta noite. Só depois dos principais destaques surge uma peça com um “resumo ao minuto” do debate intervalada com posts do Facebook da RTP Notícias que remetem para trabalhos áudio que contextualizam o debate. Na mesma peça era possível aceder em directo, em formato áudio (via Antena 1) ou audiovisual (via RTP Play), ao debate. A página da RTP Notícias no Facebook iniciou há 15 horas as publicações sobre o debate: promos, links para artigos sobre o debate, perfis de Passos Coelhos e António Costa e links para “siga em directo”. A RTP não utilizou hashtags.

  • TVI 24

No Twitter a conta da TVI 24 manteve a estratégia de publicação de feeds, misturando conteúdos do debate com os restantes. No Facebook foi publicando links de peças com pequenos resumos audiovisuais sobre assuntos específicos (estratégia do Syriza, por exemplo) e artigos mais completos com citações directas dos candidatos e links de contextualização do debate (outras peças publicadas ao longo do debate), assim como link para as “10 frases que marcaram o entre Passos e Costa“. O site acompanhou ao minuto o debate não com a estratégia de breaking news mas com artigos mais completos, linkados entre si, e muitas vezes acompanhados de citações dos candidatos e de pequenos resumos audiovisuais. Estão a ser também publicados vídeos com comentários ao debate por parte de jornalistas, nomeadamente de David Dinis do Observador. Do lado esquerdo do site há uma caixa a remeter para um streaming ao minuto, onde são publicados tweets de utilizadores comuns, pequenos vídeos do debate e micro resumos de ideias apresentadas pelos candidatos, sempre acompanhadas por citações. O site apresenta ainda, no topo da página, uma sondagem: “Quem ganhou o debate?” mas não estão visíveis os resultados. A TVI24 nunca recorreu a hashtags.

  • Observador

O Observador acompanhou o debate no seu site num live blog produzido por vários jornalistas, com actualizações quase ao minuto numa timeline lateral, e na frame central a apresentar comentários mais extensos. Está a publicar opiniões dos seus comentadores e lançou uma sondagem para perguntar aos seus utilizadores quem ganhou o debate. No Facebook colocou apenas no topo da página um post fixo a remeter para o live blog. No Twitter seguiu a estratégia dos feeds, com conteúdos sobre o debate e restante actualidade noticiosa. No entanto, através da conta intitulada Observador Eleições, e também remetendo sempre para o live blog, fez um conjunto mais alargado de publicações incentivando a interacção dos utilizadores. As hashtags ficaram de fora na estratégia do Observador.


As hashtags do debate nas rádios

O debate entre Pedro Passos Coelho e António Costa nas rádios (TSF, Antena 1 e Renascença) está a ser nas redes sociais em diferentes streamings, com os influenciadores e as máquinas partidárias a criarem hashtags diversas.

Vale a pena seguir algumas das hashtags no Twitter:

#debate2015

#Legislativas2015

#Eleições2015

#costabem

#costamal

#passosmal

#portugalàfrente

#pedropassoscoelho

#costa2015

António Costa começou por perder o debate, com #costamal a entrar quase de imediato nos trending topics em Portugal. Os influenciadores estão com um papel importante nas hashtags “mal” e “bem”, mas o Partido Socialista está a indexar melhor os conteúdos (#debate2015#costa2015#costabem). A máquina partidária da coligação Portugal à Frente está a dispersar os conteúdos com várias hashtags (#debate2015#Legislativas2015#Eleições2015#portugalàfrente#pedropassoscoelho e outras, criadas pelas contas que derivam do partido – distritais, juventudes partidárias, etc).

Desde o início do debate, a hashtag #debate2015 surgiu logo nos trending topics em Portugal.

No Facebook as hashtags são recorrentes e idênticas ao Twitter, já que os influenciadores e as máquinas partidárias estão a utilizar em simultâneo as duas plataformas. Ainda que no Twitter se verifique uma maior utilização das hashtags por utilizadores comuns do que no Facebook. As dispersão das várias páginas dos partidos está também a criar diferentes streamings de comentários e partilhas.

As Rádios

  • Facebook

A TSF optou por colocar no topo da página o link que remete para o directo no site. Não utiliza hashtags mas lança, em dia estratégico, uma app. A interacção no post central não parece ser diferente do habitual.

A Antena 1 disponibilizou o último post 30 minutos antes do debate, com links para as várias fontes onde a RDP e a RTP Play estão a transmitir o debate. A interacção neste post também não parece ser diferente do habitual. A Antena 1 tem uma clara vantagem sobre as restantes rádios, já que está a transmitir o debate em registo audiovisual na RTP Play.

A Rádio Renascença publicou o primeiro post já 30 minutos depois do início do debate, com um link para o directo. Mas utiliza as hashtags #legislativas e #legislativas2015. A interacção é mais reduzida no que nas outras rádios. A 30 minutos, voltou a publicar o mesmo post, também hashtags. A interacção com este conteúdo foi quase nula.

  • Twitter

A TSF publicou apenas um link para a página onde é possível ouvir o debate em directo.

A Antena 1 (conta sem utilização desde 8 de Janeiro) mudou a estratégia no Twitter e deixou de ter página própria. E foi na conta RTP que publicou vários posts a remeter para o link da RTP Play.

A Rádio Renascença fez vários posts (actualizando a página, que estava sem posts desde 14 de Setembro) com links e utilizou hashtags ( e ).


Bolsas para a Nieman Foundation for Journalism 

Candidaturas até 31 de Outubro. Mais informações aqui.


Formação em Jornalismo/Comunicação

A minha opinião sobre a formação académica em Jornalismo/Comunicação publicada no blog LabForm – projecto de Sandra Marinho e Pedro Coelho com o objectivo de “debater pontos de vista, experiências de ensino e ideias para novos formas de ensinar/aprender Jornalismo”.

A formação académica em Jornalismo/Comunicação é essencial para o exercício da profissão. A articulação entre uma formação teórica sólida combinada com a componente prática tem de ser a base para os futuros jornalistas. Naturalmente que o cruzamento com outras áreas do saber não deve ser esquecido. E as Ciências da Comunicação são, por excelência, um campo interdisciplinar que problematiza de forma integrada os desafios que se colocam ao Jornalismo. Numa era em que a instantaneidade e a mobilidade dominam uma cada vez mais complexa sociedade, é impossível pensar a formação do Jornalismo meramente técnica ou desgarrada do complexo universo da Comunicação.

É hoje utópico pensar o ensino do Jornalismo/Comunicação sem a tecnologia. Excluindo obviamente um determinismo tecnicista, não concebo o ensino do Jornalismo/Comunicação sem recurso às novas tecnologias de uma forma integrada, tanto no domínio prático como no teórico. A utilização da tecnologia não é apenas uma exigência do mercado. É uma exigência global que nos permite expandir o conhecimento e a técnica da sala de aula para a rede e vice-versa.

Assumindo que as fronteiras entre a produção e a recepção são cada vez mais ténues, a universidade serve para dar aos futuros jornalistas uma sólida base prática que permitirá o exercício da profissão. Mas não há prática sem teoria. É impossível que a prática não reflita as bases fundamentais do Jornalismo. A universidade é, por excelência, um espaço de conhecimento. E é na universidade que os futuros jornalistas devem refletir de forma interdisciplinar sobre a sua futura profissão e o seu vasto contexto.

Há (ainda) quem defenda que a formação de um jornalista deve passar por outras áreas do saber. Na minha perspetiva, uma especialização noutra área será sempre complementar a uma formação de base em Jornalismo/Comunicação. A “tarimba” é importante e será sempre importante. Mas não substitui a formação. Teremos sempre os argumentos de que “antes era de outra forma”. Sem dúvida que sim. Não existia formação em Comunicação e as redações foram a formação de muitos jornalistas que, felizmente, reconheceram a importância da universidade e são hoje professores.

Nos tempos da faculdade, um professor (e jornalista) dizia-nos muitas vezes que não se ensinava a fazer Jornalismo mas a pensar sobre o Jornalismo e como fazer Jornalismo. Não tenho nenhuma dúvida de que é esse é o papel da universidade. Fornecer ferramentas para uma formação sólida que permita a simulação da prática de forma reflectida e problematizada.

As exigências do mercado de trabalho implicam a integração da prática simulada na formação académica. A integração num mercado de trabalho competitivo implica que os futuros jornalistas sejam capazes de se adaptar a um sector que está em permanente mutação. A universidade tem de ser capaz de dar uma resposta objetiva a estas exigências através de unidades curriculares práticas que potenciem a aquisição de experiência e competências em ambiente de trabalho simulado. No entanto, e porque o contexto de formação assim o permite, os laboratórios devem promover uma prática reflexiva da teoria. A formação académica em Jornalismo/Comunicação deve combinar a formação prática avançada com uma reflexão aprofundada sobre processos, conteúdos e produtos jornalísticos.

A articulação entre a Academia e a profissão parecem-me um requisito da formação em Jornalismo/Comunicação. Esta ligação pode e deve acontecer pela integração de profissionais no corpo docente, desenvolvimento de atividades curriculares com meios de comunicação social, assim como pela promoção de estágios extracurriculares. Considero que os estágios curriculares devem ser repensados. A inserção no contexto profissional não pode ser feita apenas em três meses, pelo que me parece absolutamente essencial que a formação prática dos futuros jornalistas seja complementada neste período. O estágio não pode ser o primeiro contacto com a prática. De forma alguma. Neste sentido, julgo que o estágio curricular deve ser mais um passo na formação dos jornalistas, dando continuidade a uma formação sólida.

Inês Amaral


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Source: epress.trincoll.edu

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Revista de Ensino e Formação a Distância – chamada de trabalhos

A Revista de Ensino e Formação a Distância é uma publicação online bianual da Associação Portuguesa de Ensino e Formação a Distância. Numa perspectiva editorial interdisciplinar, o seu objetivo prioritário é a edição de trabalhos inéditos que incidam sobre o âmbito do Ensino e Formação a Distância e contribuam para o desenvolvimento do campo em Portugal.

CHAMADA DE TRABALHOS

A Revista de Ensino e Formação a Distância é uma publicação online bianual da Associação Portuguesa de Ensino e Formação a Distância. Numa perspectiva editorial interdisciplinar, o seu objetivo prioritário é a edição de trabalhos inéditos que incidam sobre o âmbito do Ensino e Formação a Distância e contribuam para o desenvolvimento do campo em Portugal.

A proposta da Revista de Ensino e Formação a Distância é propiciar a reflexão e a difusão de conhecimento na área do Ensino e Formação a Distância. Abordagens conceituais e metodológicas, revisões de literatura, investigações inéditas, estudos de caso e relatórios de projetos prioritariamente decorrentes de pesquisas e inéditas constituem o foco de conteúdo a publicar. A Revista de Ensino e Formação a Distância está também aberta à publicação de conteúdos multimédia e resenhas criticas sobre literatura científica e técnica e no campo do Ensino e Formação a Distância.

A Revista de Ensino e Formação a Distância rege-se pelo padrão de revisão double-blind review, garantindo o anonimato de revisores e autores durante todo o processo de revisão. Os critérios de publicação centram-se na inovação, produção de conhecimento, originalidade e contribuição para o desenvolvimento do campo do Ensino e Formação a Distância em Portugal. Pretende-se difundir um conjunto de instrumentos que apoiem a comunidade de Ensino e Formação à Distância em Portugal.

A Revista de Ensino e Formação a Distância pretende contribuir para uma integração do registo empírico e profissional com a investigação académica, visando a divulgação de trabalhos inéditos e a discussão de metodologias e ferramentas no campo do Ensino e Formação a Distância. A Revista de Ensino e Formação a Distância é interdisciplinar e, visando contribuir para a difusão do conhecimento no campo do Ensino e Formação a Distância, acolhe igualmente conteúdo multimédia.

A Revista de Ensino e Formação a Distância destina-se a investigadores, profissionais, professores e estudantes de várias áreas que se centrem no Ensino e Formação a Distância.

A Revista de Ensino e Formação a Distância convida a comunidade académica e profissional do campo do Ensino e Formação a Distância para a publicação no seu primeiro número de trabalhos inéditos sobre “Boas práticas em eLearning”. Este número da Revista de Ensino e Formação a Distância pretende incluir várias abordagens, metodologias, linhas de pesquisa, estudos de caso, relatórios técnicos, conteúdo multimédia e resenhas criticas que assumam uma pluralidade de métodos e um perfil interdisciplinar da proposta de equacionar “Boas práticas em eLearning”.

 

PRAZOS: [Actualizado]

Submissões de trabalhos: 30 . 06 . 2014
Notificação de Aceitação: 07 . 2014
Submissão de Revisões: 30 . 08 . 2014
Publicação: Setembro de 2014


Tech Girls: “Save The Internet / The Internet Saves”

2014 Google Personal Democracy Fellowship

“Google and Personal Democracy Media are teaming up to offer registration and travel fellowships for women working in civic technology to the 11th annual Personal Democracy Forum, June 5-6, 2014 at NYU’s Skirball Center.

This year’s theme is “Save the Internet | The Internet Saves,” focusing on the ways people can work together to keep the Internet open for free speech and association, and how the Internet itself helps make society and civic life more open, participatory, and innovative.

For the 2014 Google PDF Fellowship, we’re looking for 15 women who are working to keep the Internet open or working on ways the Internet makes democracy stronger, or both.

To apply, take a few minutes to fill out the application form by 12 noon EST on Thursday May 1, 2014 to tell us more about yourself and how you’re thinking bigger.

Fellowships cover the full registration costs and include a meal with Googlers during the conference and possible partial travel stipends. All applicants will receive notifications regarding decisions by May 9, 2014.”

Application form here

 


Researching Contemporary Culture – Summer Workshops 2014

 

Applications until until 5th May 2014

Researching Contemporary Culture is a series of summer workshops for postgraduate and early career researchers. It takes place from the 14th to 16th July 2014 at the Institute of English Studies, Senate House London.

Researching Contemporary Culture aims to help researchers in the field address an array of issues that currently define the study of contemporary culture by offering workshops and presentations on: developing the impact of research through exhibition, curation, and the championing of particular artists’/directors’/authors’ work; producing research for open access publications; balancing public engagement and research needs; using online participatory culture as a research tool; conducting sustainable research with ephemeral data.

The event will bring together specialist workshop leaders, speakers, and librarians to address these challenges through a research skills development programme of participatory workshops and advice and guidance.

Researching Contemporary Culture has evolved out of the work of the Contemporary Fiction Seminar at the Institute of English Studies, and will offer a sustainable research skills enrichment programme appropriate for the study of contemporary culture in the arts and humanities disciplines of the twenty-first century.

Speakers include: Caroline Bassett, Clare Birchall, Kieran Connell, Jeremy Gilbert, Gary Hall, Matt Hills, Roger Luckhurst, Holly Pester, Ernesto Priego, Agnes Woolley. The three workshop themes are: Public Practices, Archiving Now, and Interpretive Communities.

Researching Contemporary Culture is supported by an AHRC Collaborative Skills Award; with additional support from the University of Birmingham, Birkbeck, University of London, and the Institute of English Studies, University of London; it is organised by Dr Zara Dinnen (University of Birmingham) and Dr Tony Venezia (Birkbeck, University of London), conveners of the Contemporary Fiction Seminar.

Further information and details of how to apply are available at the
website: researchingthecontemporary.net


Liberdade: o papel das novas tecnologias

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Call for Papers: Revista “Comunicando”

Revista “Comunicando” nº3: chamada de artigos aberta até 1 de julho

Está aberta até ao próximo dia 1 de julho a chamada para artigos do número 3 da Revista Comunicando, que será subordinada ao tema “Os Desafios da Investigação em Ciências da Comunicação: Debates e Perspetivas de Futuro”. Editada pelo GT Jovens Investigadores da SOPCOM (Equipa Editorial: Fábio Ribeiro, Hélder Prior, Mafalda Oliveira e Renata de Freitas), esta edição destina-se a problematizar algumas das questões que podem ser colocadas ao futuro das Ciências da Comunicação e os eixos que vão orientar a reflexão e a investigação nestas áreas. A revista será publicada em Dezembro de 2014.

 

Mais informações aqui.


Call for Papers: International Journal of Marketing, Communication and New Media

IJMCNM – International Journal of Marketing, Communication and New Media

ISSN: 2182-9306

The next issue of International Journal of Marketing, Communication and New Media, will be published in June 2014 by U3IS (Research Unit and the Internationalization of the Institute of Douro and Vouga, Portugal).

The essays may use one the following languages: english, french, portuguese, and spanish.

The editorial team of International Journal of Marketing, Communication and New Media is seeking for original, previously unpublished and completed contributions.

Areas of interest:

1. Marketing;
2. Communication;
3. Advertising;
4. Public Relations;
5. Mew Media.

Deadline for submission (manuscript submission): until April, 22, 2014
Acceptance notification: May 30, 2014
Publication: June 30, 2014

For registration, online submission and other details, please visit our website:

IJMCNM


The Effects of Typography on User Experience & Conversions

See on Scoop.itInteraction Design & UX

“Typography is the detail and the presentation of a story. It represents the voice of an atmosphere, or historical setting of some kind.
See on www.business2community.com


A Framework for Building a Design Practice

See on Scoop.itDesign that matters

Don’t just do design, practice it.(RT @SaintSal: Got me thinking – A Framework for Building a Design Practice http://t.co/c5wK16afD4 /by @verneho cc @stueccles @agrun @founde…)…
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